Tragédia na Baixada Santista: Adalto Mello morre em acidente com motorista embriagado

Baixada Santista vive luto com a trágica morte do cantor Adalto Mello, atropelado por motorista embriagado. Descubra os detalhes dessa história comovente.

28/05/2026 20:56

4 min

Tragédia na Baixada Santista: Adalto Mello morre em acidente com motorista embriagado
(Imagem de reprodução da internet).

Tragédia no Cenário Musical da Baixada Santista

No final de 2024, a Baixada Santista enfrentou um momento de luto profundo com a morte do cantor, compositor e profissional de Educação Física Adalto Mello. O artista, que tinha 39 anos, faleceu após ser atropelado por um motorista embriagado em São Vicente, litoral de São Paulo.

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De acordo com informações do g1, Adalto deixou um filho de 10 anos. O acidente ocorreu na madrugada de 29 de dezembro de 2024, por volta das 2h38, enquanto ele pilotava sua motocicleta pela Avenida Tupiniquins, no bairro Japuí.

O motorista, de 32 anos, foi preso em flagrante após o teste do bafômetro indicar a presença de álcool. Câmeras de segurança registraram o momento em que o condutor tentou ultrapassar e colidiu com Adalto, que foi arremessado. O veículo ainda bateu contra uma árvore.

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Equipes do Samu e do Corpo de Bombeiros realizaram manobras de ressuscitação, mas a morte do cantor foi confirmada no local. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) inicialmente registrou o caso como homicídio culposo, mas, após investigações, a classificação foi alterada para homicídio doloso com dolo eventual.

Impacto na Família e Lembranças do Artista

Adalto Mello era divorciado e morava com a mãe em Santos. Ele costumava receber o filho a cada 15 dias, além de feriados e férias. O menino havia chegado para passar as festas de fim de ano quando a tragédia ocorreu. A mãe do cantor, Carla Vanessa De Mello Almeida, expressou sua dor: “Meu neto está em casa, ele veio passar as férias com a gente.

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Não sei mais o que fazer para consolar ele, porque ele grita: ‘Meu pai, meu pai’. Eu tenho falado para ele que Adalto está com Deus, porque ele está, tinha muita fé”.

Como filho primogênito, Adalto era considerado o apoio da mãe e tinha uma forte ligação com seus dois irmãos. Carla relembrou: “O meu primeiro bebê. Eu casei com 22 anos e tive o Adalto com 23. Ele foi um bebê a vida inteira, cresceu mas continuou puro”.

A dor pela perda foi sentida por todos, e ela lamentou: “Eram os três mosqueteiros. Ele se foi e leva a gente junto”.

Carreira Musical e Paixão pelo Pagode

Apesar de ter se formado em Educação Física e trabalhado em diversas áreas, Adalto Mello nunca abandonou seu sonho de viver da música. “Era trabalhador, trabalhava de dia e à noite ia fazer pagode”, contou sua mãe. O amor pela música começou na infância, quando ele aprendeu a tocar cavaco apenas observando o pai. “Aprendeu só de olhar, não fez curso”, relembrou Carla.

Antes dos 15 anos, já participava do coral de uma igreja e começou a compor suas próprias músicas.

Na maioridade, Adalto se apresentava de forma independente em bares e eventos. “A gente o levava para tocar e esperava. Com 18 anos, começamos a deixá-lo sozinho, mas sempre era acompanhado por nós ou por alguém de confiança”, destacou a mãe, que se orgulhava do reconhecimento que ele recebia do público. “Nunca esqueço de quando ele se apresentou em um shopping e um homem passou e falou: ‘Nossa, que voz linda’.

Eu disse que era meu filho e ele me deu os parabéns”.

Religiosidade e Legado de Bondade

Adalto Mello era conhecido por sua profunda religiosidade, que usava para acalmar a mãe quando saía para trabalhar à noite. “Ele era muito temente a Deus. Eu falava: ‘Filho, cuidado, você vai sozinho?’. Ele respondia: ‘Não estou sozinho, eu estou com Deus’.

Eu tenho certeza que agora ele está”, afirmou Carla. Para amigos e familiares, o pagodeiro deixou uma lição de solidariedade e dignidade. “Ele tinha defeitos, todo mundo tem, mas Adalto tinha o coração puro, uma dignidade, uma honestidade. Ele ajudava todo mundo, nunca falava mal de ninguém”, recordou a mãe, emocionada ao lembrar de uma de suas manias: “Chamava todo mundo de bondoso.

E o bondoso era ele”, finalizou.

Autor(a):

Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.

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