Tráfego de superpetroleiros no Estreito de Ormuz é impactado por conflitos e riscos elevados

Tráfego de Superpetroleiros no Estreito de Ormuz
Nesta quarta-feira (20), três superpetroleiros estavam atravessando o Estreito de Ormuz, transportando petróleo destinado aos mercados asiáticos. Esses navios aguardaram por mais de dois meses no Golfo Pérsico, carregando 6 milhões de barris de petróleo bruto do Oriente Médio.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Dados de navegação da LSEG e da Kpler indicam que outro superpetroleiro estava entrando na região. Os navios fazem parte de um grupo que saiu do Golfo este mês, seguindo uma rota de trânsito determinada pelo Irã.
A guerra entre os EUA e Israel contra o Irã, que começou em 28 de fevereiro, afeta diretamente o tráfego no Estreito de Ormuz, uma via que normalmente transporta cerca de um quinto da oferta mundial de petróleo e energia. O VLCC (Very Large Crude Carrier) sul-coreano Universal Winner, que carrega 2 milhões de barris de petróleo do Kuwait, estava saindo do estreito nesta quarta-feira, conforme os dados.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O navio está a caminho de Ulsan, onde se localiza a maior refinaria da Coreia do Sul, a SK Energy, para descarregar sua carga em 9 de junho. A SK Energy não comentou sobre o assunto.
Riscos no Tráfego Marítimo
Antes do início do conflito, o tráfego marítimo pelo estreito variava entre 125 a 140 passagens diárias. Atualmente, cerca de 20 mil navegadores permanecem no Golfo, a bordo de centenas de embarcações. Nos últimos dias, a média de navios que entram e saem do estreito caiu para cerca de 10, incluindo embarcações de carga e outros tipos, com os navios-tanque de petróleo representando uma pequena fração do volume total, segundo análise da Reuters.
Leia também
Nos últimos 24 horas, aproximadamente 10 navios cruzaram o estreito, incluindo pequenos navios de carga e um navio-tanque de produtos químicos, conforme dados da Kpler e análise de satélite da SynMax. O Centro Conjunto de Informações Marítimas, liderado pela Marinha dos EUA, alertou que o ambiente operacional continua de alto risco, especialmente após recentes ataques a embarcações na área.
Nesta quarta-feira, associações emitiram novas orientações para navios que planejam navegar pelo estreito, destacando riscos como ataques, a ameaça de drones e minas, além do congestionamento imprevisível do tráfego e a “supervisão militar reduzida”.
As associações ressaltaram que centenas de embarcações ainda estão impossibilitadas de transitar pelo Estreito de Ormuz. Caso as condições de navegação voltem ao normal, o movimento dessas embarcações poderia representar um risco significativo para a navegação na região.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



