Irã anuncia criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico e reafirma controle regional

Irã forma a “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico” para monitorar Ormuz, desafiando a região. Entenda as implicações dessa nova estratégia!

20/05/2026 22:56

3 min

Irã anuncia criação da Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico e reafirma controle regional
(Imagem de reprodução da internet).

Irã Cria Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico

O Irã anunciou a formação da “Autoridade do Estreito do Golfo Pérsico”, uma nova força destinada a monitorar o Estreito de Ormuz. Com essa declaração, o regime iraniano divulgou um mapa que detalha as áreas de entrada e saída do Estreito que considera sob seu controle, um ato interpretado como uma demonstração de poder na região.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O analista de Relações Internacionais da CNN, Lourival Sant’Anna, comentou sobre o tema no programa CNN Prime Time. Para ele, a iniciativa do Irã evidencia uma habilidade notável de comunicação e articulação durante a crise. “O Irã demonstrou uma notável capacidade de comunicação ao longo dessa crise, criando memes na internet para um país que censura a internet para os seus cidadãos”, afirmou.

Segundo Lourival, a mensagem do regime é clara: “Esse aqui é o Golfo Pérsico, ou seja, da Pérsia, do Irã, e é aqui quem manda somos nós.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Disputa pela Nomenclatura e Controle Territorial

A escolha do nome “Golfo Pérsico” também possui um significado simbólico importante. Lourival Sant’Anna destacou que países árabes da região, como Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, rejeitam o termo “Golfo Pérsico” e preferem “Golfo Arábico”.

Ao adotar explicitamente o nome persa, o Irã reforça sua reivindicação sobre essa via marítima estratégica.

Leia também

Além disso, o Irã estaria se direcionando para Fujairah, um porto dos Emirados Árabes Unidos localizado no Golfo de Omã, que fica fora do Estreito de Ormuz.

Capacidade Militar e Conflito com a China

Lourival ressaltou que a capacidade militar do Irã para interceptar no Estreito permanece praticamente intacta. “A destruição do arsenal iraniano não envolveu essas armas que pertencem à marinha do Corpo da Guarda Revolucionária e que estão praticamente intactas na sua capacidade de interceptar o Estreito de Hormuz”, disse.

O analista também mencionou um episódio recente envolvendo a China, principal compradora do petróleo iraniano, responsável por 90% das aquisições. Segundo ele, o Irã abordou um navio armado chinês que escoltava um cargueiro e exigiu seu desarmamento, reafirmando sua autoridade mesmo diante de um parceiro estratégico.

Negociações Nucleares e Custo Político para Trump

No âmbito diplomático, Lourival observou uma mudança na linguagem do presidente americano e do secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, em relação ao programa nuclear iraniano. “Eles estão dizendo agora o seguinte: nós vamos ter certeza de que o Irã nunca vai ter uma arma nuclear. É diferente de dizer que o Irã não pode ter um programa nuclear”, explicou.

O Irã defende que ter um programa nuclear pacífico, como membro do Tratado de Não Proliferação Nuclear e sob inspeções da Agência Internacional de Energia Atômica, é um direito soberano. Informações sobre as negociações em curso indicam que Trump estaria disposto a considerar a possibilidade de o Irã operar uma usina nuclear para fins pacíficos.

Para o analista, “as coisas estão andando muito na direção que o Irã deseja, porque o Trump não conseguiu nada com o e o tempo está passando, a economia está cobrando um alto custo”, concluindo que a situação representa um alto custo político para Donald Trump.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ative nossas Notificações

Ative nossas Notificações

Fique por dentro das últimas notícias em tempo real!