Toalha gasta rende pelo menos 7 usos sem nenhuma compra, de tapete trançado a pano de faxina
Toalhas gastas, que já incomodam a pele depois do banho, ainda podem render bastante. Com tesoura, agulha e linha, elas viram tapete de banheiro, pano de faxina, cama para pet e mais quatro soluções que não exigem nenhuma compra.
O segredo está em aproveitar cada parte do tecido onde ela tem mais utilidade. O algodão felpudo perde a maciez com as lavagens, mas a trama costuma continuar grossa e absorvente por um bom tempo, e é essa reserva que sustenta os reaproveitamentos.
Como escolher o que ainda serve antes de cortar
A primeira etapa é a máquina. A toalha precisa sair bem lavada e secar por completo, de preferência ao sol, antes de qualquer corte. Peça guardada úmida costuma pegar cheiro de fechado, algo que especialistas em organização associam justamente às toalhas arrumadas ainda molhadas.
Depois da lavagem, vale abrir a peça sobre a mesa e observá-la contra a luz. O miolo, que ainda está espesso, serve para os projetos mais visíveis, como tapete e cama de bicho. As barras, mais firmes, dão boas tiras e alças, enquanto os trechos ralos, rasgados ou manchados seguem para a faxina ou para o enchimento.
Se houver mofo que não sai ou cheiro que volta após a lavagem, o melhor é cortar aquela área fora e descartá-la. Nenhum reaproveitamento vale a pena se espalhar fungo pela casa.
Tapete trançado e panos para a faxina
Para o tapete da saída do banho, corte tiras largas de mesmo tamanho, junte três delas e trance como se fosse uma trança de cabelo. Depois, enrole a trança em espiral, no formato de um caracol, e prenda as voltas com pontos à mão. Misturar duas ou três cores de toalha deixa o resultado mais volumoso e colorido.
Já os panos de limpeza são o uso mais rápido de todos. Basta recortar quadrados e retângulos das partes ainda inteiras: os menores ficam com a pia, o fogão e as torneiras, e os maiores secam o chão ou envolvem o rodo. Se o tecido estiver firme, nem é preciso fazer bainha.
Para evitar confusão, separe as cores: uma para o banheiro e outra para a cozinha. Assim, o pano usado no vaso sanitário nunca encosta na louça.
Caminha, bolsa e outras saídas para o restante do tecido
Para proteger os móveis ao arrastá-los, dobre um pedaço grosso em duas ou três camadas e encaixe sob os pés da cômoda, da mesa ou da estante. O tecido evita o contato direto com o chão e ajuda a não riscar pisos de madeira ou laminado. Numa mudança, os mesmos retalhos também protegem as quinas dos móveis.
A caminha para cachorro ou gato sai costurando duas partes grandes, como se fossem uma fronha, e recheando com retalhos limpos de outros tecidos. A abertura precisa ficar bem fechada, sem botões, zíperes ou tiras compridas soltas, para que o animal não consiga puxar o enchimento.
Como o material é algodão, a peça pode ir inteira para a máquina quando sujar.
Uma toalha mais fina e sem furos, dobrada ao meio e costurada nas laterais, vira bolsa para roupa molhada, com a alça feita da própria barra. Ela leva o maiô da piscina ou a roupa da academia até o tanque e segura parte da água no caminho. Ainda assim, não convém deixar as peças fechadas ali por horas, porque o tecido também precisa respirar.
As partes mais feias, que ninguém quer deixar à vista, podem ser picadas para estofar almofadas de proteção ou para acomodar copos e enfeites dentro de caixas. Já as bolachas para vasos saem de dois ou três círculos do tamanho do pratinho, empilhados sob a planta para segurar a água da rega.
Quando encharcarem, convém secá-las antes de voltar a usá-las, para a umidade não ficar presa.
Quanto tecido vai para o lixo todo ano
O volume de descarte é grande. Dados da consultoria S2F Partners, divulgados pelo Instituto Humanitas Unisinos, apontam que os domicílios brasileiros jogam fora cerca de 4 milhões de toneladas de resíduos têxteis por ano.
No mesmo levantamento, cada residência descartou, em um único ano, algo em torno de 44 quilos de roupas e calçados. Nos Estados Unidos, a Agência de Proteção Ambiental (EPA) estima que os aterros receberam 11,3 milhões de toneladas de têxteis em 2018. Ainda segundo a agência, o grupo de toalhas, lençóis e fronhas teve taxa de reciclagem de 15,8% naquele ano.
Cortar um pano velho em vez de comprar um descartável é uma economia simples, e a toalha ainda tem utilidade muito além do banheiro. Para que ela dure mais, vale economizar no amaciante, já que o excesso do produto pode reduzir a absorção do tecido com o tempo.
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