Mesmo vetada, Tifanny treina com o Osasco no Rio e recebe novo revés na Justiça

A 14ª Vara Cível do Rio negou novo pedido de liminar, e a oposta segue fora da Superliga por regra da CBV que exige teste genético negativo para o gene SRY.

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Tifanny Abreu tem treinado normalmente com o time do Osasco | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Tifanny Abreu tem treinado normalmente com o time do Osasco | Fo...
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A oposta Tifanny Abreu, impedida pela CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) de disputar a Superliga feminina, viajou com o Osasco ao Rio de Janeiro e fez o treino pré-jogo na sexta-feira (6). A equipe encara o Fluminense, pela Superliga feminina de vôlei.

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Logo após o treinamento, a atleta soube de mais um revés na Justiça. A 14ª Vara Cível da Comarca da Capital do Rio de Janeiro negou um novo pedido de liminar da defesa, que tentava reverter a decisão que a tirou das competições organizadas pela Confederação Brasileira de Voleibol.

Juíza mantém decisão sobre a oposta

A ação pedia a anulação do julgamento do Pleno do Superior Tribunal de Justiça Desportiva do Voleibol (STJD), que manteve o impedimento da atleta. Ao examinar o pedido, a magistrada entendeu que a discordância da jogadora com o resultado da Justiça Desportiva não basta para suspender os efeitos da decisão.

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Na avaliação da juíza, “A mera discordância da parte autora quanto ao resultado do julgamento proferido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva, no Mandado de Garantia nº 002/2026, não constitui, por si só, fundamento suficiente para justificar a suspensão de seus efeitos”, afirmou a juíza.

Na prática, a atleta segue sem condições de jogo nas competições promovidas pela CBV, e o Osasco continua sem a jogadora em quadra.

Como a nova regra da CBV passou a excluir atletas

A situação de Tifanny começou a mudar em agosto, quando a CBV adotou uma política de elegibilidade para a categoria feminina. O modelo se apoia nos parâmetros definidos pelo COI.

Pelo novo regulamento, toda atleta precisa mostrar teste genético com resultado negativo para o gene SRY, ligado ao desenvolvimento sexual masculino. Quem não comprova esses requisitos não pode entrar em campo nas competições atingidas pela norma.

Leia também

Trajetória da oposta no vôlei brasileiro

Aos 41 anos, Tifanny atua na Superliga desde 2017. Esta é a sexta temporada dela pelo Osasco.

Ela foi a primeira atleta transexual a jogar na elite do vôlei feminino brasileiro. Hoje, porém, está proibida de disputar competições nacionais por causa do regulamento.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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