Terremotos na Venezuela são sentidos em Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá em 24 de agosto de 2026

Os tremores na Venezuela geraram preocupação no Brasil, mas especialistas garantem que não há risco significativo para as capitais afetadas

25/06/2026 00:06

2 min

Moradores relatam tremores na região Norte do país
Moradores relatam tremores na região Norte do país

Os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24 de agosto de 2026, foram sentidos em pelo menos quatro capitais brasileiras. Segundo informações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), tremores foram relatados em Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP), além de outras localidades nos respectivos estados.

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A possibilidade de réplicas do evento sísmico nas próximas semanas é uma preocupação para os especialistas.

Impacto da atividade sísmica

De acordo com Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP, apesar do alarme que esses tremores podem causar na população brasileira, a distância entre os países diminui as chances de danos significativos nas cidades brasileiras. “Embora a sensação seja desconfortável, não há risco real para a estrutura urbana nessas localidades”, afirmou Collaço.

Ele destacou que, normalmente, sismos dessa magnitude podem gerar réplicas nos dias seguintes ao evento principal.

A RSBR monitora continuamente a atividade sísmica na região e informou que os tremores registrados são normais em áreas próximas a falhas geológicas. Esses fenômenos naturais são comuns e não necessariamente indicam um aumento de atividade sísmica em longo prazo.

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O especialista ressaltou que é importante manter a calma e entender que os sistemas de monitoramento estão sempre alertas para qualquer mudança significativa.

Possíveis réplicas e orientações

As réplicas dos terremotos podem ocorrer em uma variedade de intensidades e frequências, mas geralmente são menos intensas do que o evento inicial. “É difícil prever exatamente quando ou como essas réplicas acontecerão, mas o histórico nos mostra que elas são uma possibilidade após um grande sismo”, explicou Collaço.

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O sismólogo orientou que as pessoas estejam atentas às recomendações das autoridades locais e mantenham-se informadas sobre as atualizações da situação.

Além disso, ele sugeriu que a população revise medidas de segurança em caso de novos tremores, como o reforço em estruturas e a preparação para evacuação se necessário. “A conscientização sobre o que fazer durante um terremoto pode ajudar a minimizar riscos e garantir a segurança das pessoas”, concluiu.

Com isso, as autoridades seguem monitorando a situação e orientando a população sobre as melhores práticas em situações de emergência relacionadas a atividades sísmicas. A comunidade científica permanece atenta às mudanças na atividade tectônica tanto na Venezuela quanto nas áreas adjacentes no Brasil.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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