Teremotos em Caracas deixam milhares feridas e desalojadas

Os dois terremotos que atingiram a Venezuela na última quarta – feira deixaram mais de três mil pessoas feridas e diversas famílias desalojadas em Caracas.
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O impacto dos abalos foi tão forte que comprometeu as estruturas físicas de muitas edificações pela capital venezuelana. A situação gerou grande dificuldade para os moradores, como relatado por Denir Rosa, membro da Brigada Internacionalista do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ao falar com o Conexão BdF da Rádio Brasil de Fato diretamente de lá.
Danos estruturais após fortes tremores
Rosa descreveu a gravidade das consequências na área onde residia: “Foi um lugar que passou por uma situação muito difícil.” Ele explicou ainda que embora não se esperasse terremotos dessa magnitude naquela região considerada factível em abalos sísmicos.
Apesar disso, ele e sua companheira foram atendidos pela comunidade local e amigos até conseguirem sair intactos.
“Meu apartamento ficou com as paredes fraturadas; caiu bastante reboco, os quadros caíram todos,” detalhou Rosa sobre o estado do imóvel. Os marcos da janela estavam rachados e vidros estouraram nos apartamentos vizinhos. Um dos piores incidentes foi quando a parede externa de prédio colapsou para dentro na casa dele um morador no primeiro andar, que acabou ficando preso ali mesmo.”
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Resposta emergencial em Caracas
Segundo Denir Rosa, houve uma sequência rápida de abalos muito intensos: “Ninguém tem preparação para isso”, afirmou ele ao comentar tanto a Defesa Civil regional quanto as municipalizadas.
Apesar disso, os esforços estão sendo feitos pela própria comunidade local; há pouquíssimos casos registrados de saques ou roubos e estes ocorrem apenas por desespero. A equipe da Defesa Civil está trabalhando sem parar desde mais de 24 horas atrás na tentativa máxima possível. O atendimento humanitário é reforçado com ajuda internacional que chega via La Guaira, região particularmente afetada pelos tremores.”
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União comunitária diante do caos
“Não houve falecidos no meu prédio,” relatou Rosa sobre sua experiência pessoal em Caracas, mas alertou para a gravidade geral: “Na outra rua os edifícios vieram abaixo e tiveram mais de dez mortos; foi uma situação realmente muito difícil”. Ele destacou o caráter solidário dos venezuelanos.
A presidenta interina Delcy Rodríguez tem feito apelos constantes à população por união. Ela enfatizou publicamente na necessidade da colaboração mútua entre todos — pois só essa unidade pode superar um problema nunca antes visto pela cidade.”
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



