Ana Prestes denuncia falta de preparo global após desastres na Venezuela

O cenário na Venezuela permanece de grande tragédia após os terremotos ocorridos da última quarta – feira (24), com estimativas apontando cerca de 50 mil pessoas desaparecidas até o momento.
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Equipes especializadas em resgate estão mobilizadas pelo país e trabalham tanto nas buscas quanto no atendimento aos quase três mil feridos registrados nacionalmente. A região mais afetada foi La Guaira, uma cidade litorânea próxima a Caracas onde diversas estruturas desabaram completamente.
Apelo por preparo global diante do colapso
Apesar dos esforços contínuos — que incluem auxílio chegando à Venezuela nesta sexta – feira (26) proveniente de ao menos dezessete países —, analistas internacionais apontam para um cenário ideal: maior preparação preventiva mundial. Ana Prestes lamenta o quadro atual da tragédia em seu posicionamento e destaca exemplos como Chile, Japão, México ou até mesmo os Estados Unidos.
Segundo ela, esses locais possuem histórico com terremotos significativos, conferindo uma vantagem na capacidade de resposta a desastres desse tipo.
Em momentos críticos assim, é fundamental mobilizar todo esforço possível nos próximos dias; ainda há tempo suficiente para retirar pessoas dos escombros, inclusive encontrando crianças sem que seus familiares estejam por perto. A especialista reforça veementemente que será necessária total colaboração internacional do país afetado.
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Sanções externas versus solidariedade civil
Para garantir o fluxo completo da ajuda humanitária e reconstrução, Prestes defende urgentemente derrubar todas as sanções impostas pelos Estados Unidos à Venezuela. Ela apela pela união de todos os organismos internacionais — como ONU ou Celac —, além das instituições latino – americanas com mecanismos próprios de auxílio.
A analista também criticou duramente a forma como veículos comerciais estão tratando este evento trágico na mídia em geral. Segundo ela, há um aproveitamento dessa situação para inflar narrativas que são contrárias ao modelo político do país.
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“Essa população está sendo revitimizada constantemente por uma imprensa”, afirma Ana Prestes; “que insiste dizendo que o problema é causado pelo chavismo, quando deveria focar nos embargos e sanções dos EUA”. Ela argumenta ainda mais sobre os interesses geopolíticos: “As pessoas não podem aproveitar esse luto ou essa tragédia apenas para atacar o povo venezuelano”.
A tutela financeira americana no centro da crise
Embora o governo americano tenha anunciado a liberação das transações financeiras relativas à ajuda pelos terremotos na Venezuela, isso de forma alguma significa um fim total aos entraves econômicos. A especialista alerta justamente contra uma falsa sensação de alívio.
“Eles vão aumentar muito a vigilância”, explica Prestes; “decidindo inclusive como e onde vai parar cada centavo”. Ela cita declarações preocupantes feitas por Marco Rubio sobre os Estados Unidos assumirem parte do gerenciamento aeroportuário venezuelano.
Segundo ela, essa narrativa serve apenas para justificar maior presença americana no país — que já está lá —, sendo o petróleo sempre o principal interesse envolvido nesse cenário complexo.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



