
A região do Oriente Médio vive um cenário de crescentes riscos, marcado por diversos pontos de tensão. Entre eles, destacam-se os bombardeios israelenses no Líbano, as reservas de urânio enriquecido do Irã e a possibilidade de cobrança de pedágios no Estreito de Ormuz.
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Nesta quinta-feira, o presidente do Irã manifestou sua insatisfação com os eventos recentes. Ele criticou os bombardeios no Líbano ocorridos na quarta-feira, que resultaram em mais de 200 mortes, alegando que isso demonstra o descumprimento de compromissos por Israel, o que tornaria as negociações “inúteis”.
Masoud Pezeshkian, presidente do Parlamento iraniano, alertou que “Nossos dedos ainda estão no gatilho”. Essa declaração veio antes de negociações previstas para o fim de semana entre Washington e Teerã, com mediação do Paquistão.
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Mohammad Bagher Ghalibaf, presidente do Parlamento iraniano, afirmou que “o Líbano e todo o Eixo da Resistência, como aliados do Irã, são parte inseparável do cessar-fogo” com os Estados Unidos mediado pelo Paquistão. Ele advertiu que qualquer “violação do cessar-fogo” seria recebida com “uma resposta firme”.
Desde que um cessar-fogo provisório de duas semanas foi acordado na terça-feira, Teerã e Washington têm apresentado versões divergentes sobre a inclusão do Líbano no acordo. Por outro lado, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense, declarou que seu país atacará o Hezbollah, movimento islamista libanês pró-iraniano, “onde quer que seja necessário”.
O Líbano vive um dia de luto nacional nesta quinta-feira após uma intensa onda de ataques israelenses. Esses ataques foram os mais fortes contra o país desde o início do conflito, vitimando pelo menos 203 pessoas e ferindo mais de mil, segundo o ministro da Saúde libanês, Rajan Nasreddine.
O vice-presidente dos EUA, JD Vance, negou publicamente que o Líbano estivesse incluído no cessar-fogo, afirmando: “Nunca fizemos essa promessa”. Contudo, autoridades iranianas insistem que o conflito libanês está no acordo, citando a posição do primeiro-ministro paquistanês, Shehbaz Sharif, que publicou que “a República Islâmica do Irã e os Estados Unidos da América, juntamente com seus aliados, concordaram com um cessar-fogo imediato em todos os lugares, incluindo o Líbano e outros locais, COM EFEITO IMEDIATO”.
O primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, solicitou ao seu homólogo paquistanês que confirmasse se o cessar-fogo abrange o Líbano, visando evitar a repetição dos ataques israelenses observados no dia anterior.
Em retaliação à guerra iniciada pelos Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro, o Irã bloqueou quase totalmente o Estreito de Ormuz, rota vital para o petróleo, gás e fertilizantes mundiais, o que abalou a economia global.
Embora Teerã tenha aceitado reabrir temporariamente a passagem, exigindo seu controle em seu plano, o mecanismo exato de soberania iraniana sobre o estreito permanece incerto. Irã e Omã, que também fazem fronteira com a via marítima e atuaram como mediadores, anunciaram conversas para um protocolo de supervisão do tráfego.
Uma fonte diplomática iraniana indicou que o novo sistema incluiria uma taxa de passagem cobrada em criptomoedas, em colaboração com Omã. Paralelamente, o presidente estadunidense declarou estudar um plano para impor pedágios em parceria com Teerã, enquanto Trump sugeriu que a área poderia ser um local de investimento.
A preocupação com o controle da passagem é evidente.
*Nota: O texto original continha uma seção sobre o histórico de sanções e a influência de potências externas, que foi resumida e adaptada para manter o foco geopolítico principal, conforme o contexto da solicitação.*
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Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.