Tenente-coronel recebeu R$ 286 mil e mensalidades de faculdade por milícia na BA

O tenente-coronel é acusado de usar o cargo para definir escalas de vigilantes armados para grileiros na região de Correntina.

10/10/2026 22:21

2 min

MPBA deflagrou a terceira fase da da ‘Operação Terra Justa’.
MPBA deflagrou a terceira fase da da ‘Operação Terra Justa’.

O tenente-coronel Luiz Augusto Normanha de Carvalho foi preso preventivamente nesta quarta-feira (7) em Santa Maria da Vitória, no oeste da Bahia. A prisão faz parte da terceira fase da Operação Terra Justa, conduzida pelo Ministério Público da Bahia (MPBA.

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O policial militar, que atualmente dirige o Colégio da Polícia Militar de Bom Jesus da Lapa, foi denunciado por corrupção passiva militar. As investigações apontam que ele colaborava com o funcionamento de uma milícia armada na região.

Oficial da PM é preso por suspeita de ligação com milícia na Bahia Denúncia aponta pagamentos de R$ 286 mil e mensalidades de faculdade

De acordo com a denúncia do MPBA, Normanha recebeu R$ 286 mil de Carlos Erlani Gonçalves Santos, sargento da reserva apontado como líder da organização criminosa. Além desse valor, o tenente-coronel também recebia depósitos frequentes para cobrir despesas pessoais.

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As investigações identificaram repasses mensais de R$ 15 mil nas contas do denunciado. Entre os gastos pagos pelo esquema estavam boletos da faculdade da filha do policial militar. Para o Ministério Público, essa era uma forma de garantir que Normanha se afastasse de seu dever funcional.

O sargento Santos liderou o serviço ilegal por dez anos e já foi condenado pela atividade criminosa.

Oficial definia escalas de vigilantes armados para grileiros

Segundo a investigação, dentro do grupo criminoso o tenente-coronel era responsável por definir as escalas de vigilantes armados. O esquema de segurança privada era contratado por grileiros que ameaçavam e expulsavam comunidades tradicionais de suas terras na região de Correntina.

Há indícios de que, após a prisão do sargento Santos, Normanha teria usado sua influência e o cargo para oferecer serviços irregulares de segurança armada a um fazendeiro da região.

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A CNN Brasil pediu um posicionamento da Polícia Militar da Bahia (PMBA) e tenta localizar as defesas dos citados. O espaço segue aberto.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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