Técnicos da Embaixada do Brasil em Washington acompanham audiência sobre tarifaço nesta terça-feira

A presença dos técnicos da Embaixada do Brasil visa monitorar a audiência sobre o tarifaço, enquanto o governo se prepara para as negociações com os EUA.

07/07/2026 05:11

3 min

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

Técnicos da Embaixada do Brasil em Washington acompanharão, nesta terça – feira (7), a audiência sobre o tarifaço. Os representantes do governo brasileiro estarão presentes apenas para observar os eventos, sem qualquer interferência na sessão.

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Fontes do governo informam que é comum o Brasil enviar observadores a eventos internacionais que possam impactar suas relações comerciais.

Diplomatas brasileiros já participaram de todas as audiências do USTR (Representante Comercial dos EUA) relacionadas à investigação da chamada “seção 301”. Eles atuarão como os “olhos” do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante a audiência aberta ao público.

O evento contará ainda com a presença de representantes de setores econômicos e empresas do Brasil e dos Estados Unidos, além do senador e pré – candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL – RJ.

Os enviados não terão nenhuma função além de observar as discussões. Nos bastidores, o governo brasileiro, mesmo diante da pressão causada pela participação de Flávio Bolsonaro, reitera que vê a audiência como um espaço para a contribuição do setor privado nos debates, evitando qualquer tipo de interferência.

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A avaliação dentro do governo federal é de que já existe um canal formal de negociação com os Estados Unidos, estabelecido após o encontro entre Lula e Donald Trump na Casa Branca. Auxiliares do presidente afirmam que participar da audiência seria ineficaz.

Próximos passos nas negociações

O grupo de trabalho deve se reunir novamente ainda esta semana. Apesar da criação desse canal de comunicação, uma parte do governo demonstra pessimismo quanto às chances de evitar uma taxa de 25%. Os Estados Unidos devem anunciar sua decisão sobre a taxa até o dia 15 de julho.

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Na última reunião do grupo de trabalho, representantes brasileiros apresentaram aos EUA um plano com medidas que podem ser adotadas para mitigar as investigações da “seção 301”, base para a ameaça tarifária americana. O Brasil delineou ações que poderiam ser implementadas para atender às preocupações dos norte – americanos em relação aos seis eixos da investigação, que abrange questões como corrupção e controle do desmatamento.

No entanto, o governo deixou claro que o Pix é inegociável e não foi incluído no documento apresentado. Algumas das propostas são textos em tramitação no Congresso Nacional ou medidas infralegais elaboradas internamente no Palácio do Planalto, conforme apurado pela CNN.

Em reuniões anteriores, as discussões se concentraram em questões tarifárias, onde o Brasil sinalizou a possibilidade de ajustes em cerca de 300 linhas tarifárias.

Condições para redução tarifária

De acordo com as diretrizes da OMC (Organização Mundial do Comércio), o Brasil não poderia reduzir tarifas apenas para os Estados Unidos. Assim, a solução proposta foi uma redução nas taxas — abrangendo vários países — em setores onde os EUA teriam mais condições competitivas sem prejudicar a indústria nacional brasileira.

Entre os setores discutidos estão máquinas e equipamentos não produzidos no Brasil, especialmente aqueles voltados para o setor de saúde, considerando a crescente demanda pelo SUS (Sistema Único de Saúde), além da tecnologia da informação.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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