TCU Ajuíza Ajustes Cruciais na Operação da Malha Nordeste Ferroviária

TCU ajuíza ajustes em acordo com ANTT sobre a Malha Nordeste! Em 2026, Tribunal de Contas da União busca soluções para a rodovia de 4.200km. Saiba mais!

Tribunal de Contas da União Ajuíza Ajustes em Acordo com ANTT sobre a Malha Nordeste

Em 6 de maio de 2026, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou que a proposta de solução consensual com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) necessita de ajustes. A decisão impacta a operação da concessão ferroviária da Malha Nordeste, uma rodovia que se estende por aproximadamente 4.200 quilômetros e atravessa diversos estados do Nordeste brasileiro.

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A concessão abrange áreas do Maranhão, Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco e Alagoas. O TCU condicionou a aprovação do acordo à inclusão de medidas que visem reduzir os riscos identificados e estabeleceu que o processo deve retornar ao plenário do tribunal para uma deliberação final antes da formalização do termo.

A expectativa é que, com essas alterações, a ferrovia possa voltar a operar plenamente.

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Histórico de Impasses e Desafios na Malha Nordeste

A proposta de solução consensual surge após anos de tentativas de resolver os problemas que afligem a Malha Nordeste. A concessão, atualmente operada pela Ferrovia Transnordestina Logística (antigamente Companhia Ferroviária do Nordeste), tem sido marcada por baixo desempenho, descumprimento de obrigações contratuais e deterioração dos ativos ao longo de décadas.

A situação chegou a ser tão crítica que a ANTT considerou a caducidade do contrato em 2019.

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A complexidade da questão, envolvendo a definição de indenizações à concessionária e os riscos à continuidade do serviço, levou o governo e os órgãos de controle a buscar alternativas negociadas. A proposta em análise propõe a devolução de trechos considerados não economicamente viáveis, muitos deles sem operação ou em estado de degradação, juntamente com a reestruturação da malha remanescente, com novos investimentos e, possivelmente, uma prorrogação do contrato.

Principais Divergências e Obstáculos

O principal ponto de discórdia reside no cálculo das indenizações pelos ativos considerados antieconômicos, com divergências entre a concessionária e o governo. Além disso, a viabilidade econômica da concessão, desde sua origem, é questionada pelo TCU, que aponta fragilidades estruturais e dificuldades na geração de receitas compatíveis com as obrigações assumidas.

A situação complexa exige soluções que garantam a operação da ferrovia e a segurança do transporte de cargas na região.