Tarcísio de Freitas comenta megaoperação contra fraudes do Grupo Refit em coletiva de imprensa

Tarcísio de Freitas, governador de São Paulo, discute em coletiva a megaoperação contra fraudes do Grupo Refit, que deve R$ 26 bilhões em tributos

27/11/2025 12:25

3 min

Tarcísio de Freitas comenta megaoperação contra fraudes do Grupo Refit em coletiva de imprensa
(Imagem de reprodução da internet).

Governador de São Paulo Comenta Megaoperação Contra Fraudes do Grupo Refit

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), concedeu uma coletiva de imprensa nesta quinta-feira (27) para discutir a insatisfação do estado em relação às fraudes cometidas pelo Grupo Refit. Segundo ele, o grupo “se especializou em não pagar tributos”.

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A megaoperação, coordenada pelo CIRA/SP (Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos de São Paulo), visa um dos maiores grupos empresariais do setor de combustíveis do Brasil, reconhecido como o maior devedor contumaz do país. Tarcísio enfatizou a necessidade da operação, uma vez que o grupo não quitava tributos, mesmo em casos de ICMS que foram declarados pelo próprio contribuinte.

Ações Legais e Bloqueios de Ativos

O governador mencionou que várias ações judiciais foram movidas, mas não obtiveram sucesso nas execuções fiscais, levando à decisão de desconsiderar a pessoa jurídica para identificar todos os elos da cadeia. A ação interinstitucional, que envolve a RFB (Receita Federal do Brasil), PGE/SP (Procuradoria-Geral do Estado) e MPSP (Ministério Público de São Paulo), resultou em um bloqueio significativo de ativos.

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A PGE implementou medidas legais para bloquear R$ 8,9 bilhões contra todos os membros do grupo econômico, enquanto a PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) buscou a indisponibilidade de R$ 1,2 bilhão na Justiça Federal. No total, mais de R$ 10,2 bilhões em bens foram bloqueados.

Impacto das Fraudes nos Serviços Públicos

O grupo é suspeito de ter criado uma complexa rede de holdings, offshores, instituições de pagamento e fundos de investimento para ocultar e proteger seu patrimônio, resultando em um prejuízo estimado de R$ 26 bilhões em débitos inscritos em dívida ativa.

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Em São Paulo, a dívida chega a R$ 9,6 bilhões.

Tarcísio de Freitas destacou que o valor elevado subtraído impacta diretamente os serviços públicos essenciais, comparando a fraude a uma perda equivalente a um hospital de médio porte por mês.

Esquema de Ocultação de Patrimônio

O esquema utilizava empresas de fachada, transferindo dinheiro de distribuidoras fictícias para fundos de investimento, e destes para offshores no exterior. Foram identificados 54 fundos relacionados ao grupo, com um patrimônio líquido de R$ 8 bilhões, a maioria sendo fundos fechados com um único cotista, criando camadas de ocultação.

A análise dos fundos revelou a participação de entidades estrangeiras, constituídas em jurisdições como Delaware, nos Estados Unidos, conhecidas por permitir o anonimato e a ausência de tributação local. As investigações indicam que o grupo mantém relações financeiras com empresas e indivíduos associados à Operação Carbono Oculto.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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