Sustentabilidade na cafeicultura: JDE Peet’s investe para garantir futuro do café

A sustentabilidade se torna essencial na cafeicultura global. Descubra como a JDE Peet’s investe em práticas inovadoras para garantir o futuro do café!

31/05/2026 19:21

4 min

Sustentabilidade na cafeicultura: JDE Peet’s investe para garantir futuro do café
(Imagem de reprodução da internet).

A Sustentabilidade na Cafeicultura: Uma Necessidade Estratégica

A sustentabilidade deixou de ser apenas um diferencial competitivo e se tornou uma necessidade estratégica na cafeicultura global. Com os impactos crescentes das mudanças climáticas na produção agrícola, empresas têm intensificado investimentos em iniciativas que aumentam a resiliência das lavouras e garantem o fornecimento futuro de café.

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Um exemplo é a JDE Peet’s, uma das maiores companhias do setor, que possui um programa focado na agricultura regenerativa e no fortalecimento das comunidades produtoras.

Presente em mais de 100 países e responsável por marcas renomadas como Jacobs, Douwe Egberts, Peet’s, L’OR, Senseo, Tassimo, Moccona e Pilão, a JDE Peet’s considera a sustentabilidade um dos pilares fundamentais para a continuidade de seus negócios.

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Os investimentos em agricultura regenerativa fazem parte do programa global Common Grounds, que reúne projetos desenvolvidos em diversos países produtores de café, visando fortalecer a resiliência da cadeia produtiva e melhorar as condições de vida dos agricultores.

Estrutura do Programa e Iniciativas

De acordo com a empresa, o programa é estruturado em três pilares: fornecimento responsável e desenvolvimento das comunidades produtoras. As iniciativas incluem treinamento de agricultores, monitoramento da qualidade do solo, incentivo ao uso de bioinsumos, conservação de recursos hídricos, sucessão familiar no campo e adoção de práticas de manejo sustentável.

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Bruno Ribeiro, gerente de sustentabilidade da companhia, destaca que fortalecer a resiliência da cadeia produtiva do café é uma prioridade, pois o futuro da atividade depende da capacidade dos produtores de enfrentar desafios climáticos e manter a rentabilidade.

Nos últimos anos, a produção de café tem sido marcada por geadas severas, períodos prolongados de estiagem, chuvas irregulares e ondas de calor. Esses fenômenos impactam diretamente o desenvolvimento das lavouras, reduzindo a produtividade e aumentando os custos de produção.

Nesse cenário, a agricultura regenerativa se apresenta como uma ferramenta essencial para a resiliência, buscando restaurar a saúde dos ecossistemas agrícolas através de ações que melhoram a fertilidade do solo e ampliam a biodiversidade.

Resultados do Projeto Piloto no Brasil

No Brasil, um projeto piloto foi implementado para validar essas práticas em diferentes realidades produtivas, envolvendo 30 propriedades nas principais regiões produtoras de café arábica: Sul de Minas, Cerrado Mineiro e Alta Mogiana. O projeto abrange propriedades de diversos perfis, desde sistemas altamente tecnificados até os mais modestos.

Natália Vasconcelos, gerente de uma das parceiras do projeto, relata que muitos produtores ampliaram suas áreas sob manejo regenerativo após observarem os primeiros resultados positivos.

Uma das propriedades que se destacou na iniciativa pertence ao cafeicultor Roberto Marchi, que possui uma longa tradição na produção de café. Com 57 anos de história, ele sempre buscou incorporar novas tecnologias sem abrir mão dos princípios que fundamentam sua trajetória.

A agricultura regenerativa aplicada em seus 18 hectares trouxe uma nova perspectiva sobre o manejo, especialmente em relação à saúde do solo e à sustentabilidade a longo prazo.

Avanços e Benefícios Observados

Entre os resultados mais significativos do projeto está a recuperação da qualidade do solo. Análises em profundidades de até 80 centímetros mostraram melhorias nos indicadores físicos, químicos e biológicos dos cafezais, como a correção da acidez do solo e o aumento da atividade microbiológica.

Outro avanço importante foi o controle dos nematoides, uma das principais ameaças à produtividade dos cafezais brasileiros.

A evolução não se restringiu aos aspectos agronômicos. Avaliações sensoriais realizadas após a colheita indicaram uma melhoria gradual na qualidade dos cafés produzidos na fazenda de Roberto. Plantas mais equilibradas conseguem enfrentar períodos de estresse climático com menor impacto, refletindo na qualidade final da bebida.

Desde a implantação do projeto em meados de 2024, a produtividade aumentou 46%, alcançando 58,5 sacas por hectare, e a pontuação da bebida melhorou 6,38%, chegando a 89,19. O incremento da renda atingiu R$ 25 mil por hectare.

A Importância da Agricultura Regenerativa para a Indústria

Para a indústria, os investimentos em agricultura regenerativa vão além de uma agenda ambiental; são uma estratégia para garantir a continuidade da produção em um cenário de crescente demanda global e desafios climáticos complexos. Os resultados iniciais do projeto reforçam a percepção de que práticas regenerativas podem simultaneamente aumentar a produtividade, melhorar a qualidade dos grãos e fortalecer a sustentabilidade econômica das propriedades rurais.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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