Cacau em Maio de 2026: Volatilidade de Preços e Riscos Climáticos Impactam Mercado

Os preços do cacau em maio de 2026 apresentaram forte volatilidade, com preocupações climáticas na África Ocidental impactando o mercado. Descubra os detalhes!

31/05/2026 10:41

3 min

Cacau em Maio de 2026: Volatilidade de Preços e Riscos Climáticos Impactam Mercado
(Imagem de reprodução da internet).

Volatilidade dos Preços do Cacau em Maio de 2026

Os preços do cacau experimentaram uma forte volatilidade no mercado internacional durante o mês de maio, refletindo preocupações climáticas na África Ocidental e mudanças nas perspectivas globais de oferta e demanda. No fechamento da última sexta-feira, 29 de maio, a amêndoa foi negociada a US$ 3.923 por tonelada na Bolsa de Nova York, apresentando uma queda de 4,29% em relação ao dia anterior.

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Apesar dessa queda pontual, a commodity acumulou uma valorização de 9,92% ao longo do mês. No entanto, em comparação anual, os preços continuam significativamente mais baixos, com o cacau cerca de 59,8% abaixo do valor registrado no mesmo período de 2025, refletindo a recuperação da oferta global após a crise de abastecimento que elevou os preços a níveis recordes no ano anterior.

No mês de maio, os contratos futuros chegaram a atingir US$ 4.180 por tonelada, o maior patamar em quase duas semanas. Esse movimento foi impulsionado por intensa cobertura de posições vendidas e por preocupações relacionadas ao clima na Costa do Marfim.

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Fortes chuvas provocaram inundações em regiões produtoras importantes do país africano, impactando as atividades agrícolas e a logística de transporte. Essa situação gerou apreensão quanto ao volume e à qualidade da safra. Além disso, o mercado voltou a monitorar a possível formação de fenômenos climáticos que podem provocar alterações significativas nos padrões climáticos globais.

Riscos Climáticos e Expectativas de Produção

O risco de eventos extremos, como excesso de chuvas ou períodos de seca, aumenta as incertezas sobre a produção de cacau na África Ocidental nos próximos meses. Apesar dos fatores que sustentam os preços, sinais de maior disponibilidade de produto limitaram ganhos mais expressivos.

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Os estoques da Intercontinental Exchange (ICE) atingiram 2,745 milhões de sacas em 26 de maio, o maior volume em um ano e nove meses.

A Organização Internacional do Cacau (OIC/ICCO) revisou suas estimativas para a safra global 2024/25. De acordo com os dados mais recentes divulgados no Boletim Trimestral de Estatísticas do Cacau, o excedente mundial de oferta foi ajustado para 48 mil toneladas.

A entidade estima que a produção global de cacau alcance 4,723 milhões de toneladas na temporada 2024/25, enquanto a moagem mundial deverá somar 4,628 milhões de toneladas. Esses números indicam um mercado mais equilibrado após os déficits observados nas últimas safras, contribuindo para a acomodação dos preços em relação aos níveis recordes registrados anteriormente.

Analistas destacam que, embora o mercado continue sensível aos riscos climáticos na África Ocidental, a recomposição dos estoques globais e a expectativa de superávit na safra atual tendem a limitar movimentos mais acentuados de alta no curto prazo.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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