Suspensão da Pesquisa da AtlasIntel pelo TSE: Controvérsias e Implicações na Eleição de 2026
A suspensão da pesquisa da AtlasIntel pelo TSE, sob a decisão de Kassio Nunes Marques, gera polêmica e levanta questões sobre a Justiça Eleitoral. Clique e
Suspensão de Pesquisa da AtlasIntel pelo TSE Gera Controvérsias
A suspensão de uma pesquisa realizada pela AtlasIntel, determinada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, adicionou um novo capítulo à disputa eleitoral pelo Palácio do Planalto. A decisão, que atendeu a um pedido do Partido Liberal (PL), questiona a metodologia utilizada pelo instituto, levantando debates sobre a atuação da Justiça Eleitoral.
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Ao invés de apontar falhas formais de registro, que são comuns em ações desse tipo, Nunes Marques fundamentou sua decisão em suspeitas sobre a metodologia e a possível indução dos entrevistados.
De acordo com o ministro, a estrutura e a aplicação do questionário poderiam ter influenciado a percepção dos eleitores, resultando em respostas desfavoráveis ao senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL). Entre os aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), há quem considere a tentativa do PL de retirar a pesquisa de circulação como uma forma de censura, além de lembrar que o levantamento já havia sido amplamente divulgado, tornando-se uma informação de domínio público.
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Implicações para as Pré-Campanhas e o TSE
As pré-campanhas agora se concentram em até onde o TSE pode ir na análise das metodologias utilizadas pelos institutos de pesquisa e que tipo de precedente essa decisão pode criar para futuras contestações durante a corrida presidencial de 2026.
A pesquisa em questão indicou um aumento nas intenções de voto para Lula no primeiro turno, uma queda para Flávio Bolsonaro e uma vantagem do petista em um possível segundo turno.
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Aliados de Flávio argumentam que a pesquisa continha perguntas problemáticas e mencionam um áudio divulgado pelo Intercept Brasil, que teria sido reproduzido durante a entrevista. Para os bolsonaristas, esse conteúdo poderia ter influenciado a opinião dos participantes sobre o pré-candidato.
A AtlasIntel, por sua vez, nega qualquer tentativa de indução, afirmando que os entrevistados não podiam voltar a perguntas anteriores ou alterar respostas já dadas.
Decisão do TSE e Repercussões
Na sua decisão, Nunes Marques observou que pesquisas anteriores da AtlasIntel não seguiram o mesmo formato e citou declarações do CEO do instituto, Andrei Roman. O ministro destacou que Roman teria reconhecido o “viés político do conteúdo submetido aos entrevistados” e feito uma avaliação sobre o potencial desgaste que o áudio poderia causar a Flávio Bolsonaro.
Essas declarações ocorreram após a realização e divulgação da pesquisa.
A liminar impõe que a AtlasIntel apresente documentação técnica complementar, e o Ministério Público Eleitoral também deverá se manifestar sobre o caso. A expectativa é que o tema seja discutido pelo plenário do TSE nesta terça-feira (9). O episódio ganhou ainda mais destaque devido ao contexto dentro da própria Corte, já que menos de um mês após assumir a presidência do TSE, Nunes Marques alterou as regras de distribuição das ações de propaganda eleitoral relacionadas à disputa presidencial.
Impacto na Pré-Campanha de Flávio Bolsonaro
A mudança incluiu o próprio presidente do tribunal e o ministro, ambos indicados ao Supremo Tribunal Federal por Jair Bolsonaro, como possíveis relatores dos processos. Após um novo sorteio, a ação contra a AtlasIntel ficou sob a relatoria de Nunes Marques, que posteriormente concedeu a liminar suspendendo a divulgação da pesquisa.
Este episódio ocorre em um momento delicado para a pré-campanha de Flávio Bolsonaro, que, desde a divulgação do levantamento, tem enfrentado outras pesquisas indicando uma perda de apoio.
Nos bastidores, o pré-candidato busca se distanciar de Daniel Vorcaro e reposicionar sua campanha, incluindo uma visita ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Contudo, a decisão do TSE trouxe de volta a relação entre Flávio e o ex-banqueiro ao centro das atenções.
Parlamentares do PT acreditam que esse episódio reacende um tema que a campanha de Flávio tentava deixar para trás, o que pode se revelar um erro estratégico para os bolsonaristas.