Supermercados de Goiás podem fechar aos domingos; convenção vence em 1º de abril

Trabalhadores se inspiram no Espírito Santo, que proibiu o trabalho no setor aos domingos e feriados.

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Foto: Reprodução
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Supermercados em Goiás podem fechar aos domingos

As negociações entre o Secom-GO e o Sincovaga-GO estão avançando para uma possível mudança significativa no setor de supermercados em Goiás. A discussão, que pode ter paralelos com a experiência do Espírito Santo, visa redefinir o horário de funcionamento do comércio, impactando diretamente milhares de postos de trabalho e hábitos de consumo no estado. A data crucial para essa decisão é o dia 1º de abril, quando a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) atual expira, servindo como um marco para a implementação de novas regras.

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Impactos e reestruturações

A negociação envolve aproximadamente 17 mil estabelecimentos comerciais em Goiás, afetando cerca de 45 mil funcionários. A expectativa é que a obrigatoriedade da folga dominical seja definida, juntamente com novas propostas que visam o bem-estar dos trabalhadores. Diferentemente de acordos anteriores, os trabalhadores estão buscando um novo pleito de peso na mesa de negociações, influenciados pela experiência do Espírito Santo.

O modelo do Espírito Santo

O Espírito Santo, que já implementou a proibição do trabalho aos domingos e feriados em suas 78 cidades, serve como referência para Goiás. No entanto, os negociadores goianos estão observando o modelo capixaba, que possui uma fase de testes com validade até 31 de outubro, quando a medida será reavaliada.

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Produtividade e tempo livre

Enquanto Goiás e Espírito Santo avançam nessa tendência, outras regiões do país, como a Bahia, mantêm a cautela. A Associação Bahiana de Supermercados (Abase) confirmou que não existem projetos semelhantes em discussão no momento. Uma eventual transição para o fechamento aos domingos, com redução da jornada para 36 horas, colocaria Goiás na vanguarda da discussão sobre produtividade e tempo livre. Se o acordo for selado nesta terça-feira, o estado iniciará abril com uma nova face comercial, exigindo adaptação de consumidores e empresas em relação ao ritmo de abastecimento.

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