Mais de 20 longas do Studio Ghibli chegam à Netflix no Brasil, de Nausicaä (1984) a Chihiro (2001)

Acordo da Netflix com o estúdio japonês amplia o acesso legal às obras de Hayao Miyazaki, com áudio original, dublagem em português e legendas para assinantes.

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Studio Ghibli | Foto: Divulgação/Studio Ghibli

O catálogo do Studio Ghibli está quase inteiro disponível no Brasil pela Netflix. A plataforma reúne mais de vinte longas-metragens da empresa japonesa, com opções de áudio original, dublagem em português e legendas para os assinantes.

As obras de Hayao Miyazaki seguem atraindo quem procura histórias densas, imagens detalhadas e mundos fantásticos marcados pela sensibilidade artística do Japão. A procura cresce à medida que as inspirações do cineasta voltam aos debates culturais, e o público passa a rever clássicos que mudaram a animação mundial desde a fundação do estúdio em Tóquio.

Como o acordo ampliou o acesso legal aos filmes

Um acordo internacional entre a produtora e o serviço sob demanda levou a distribuição digital em escala global para países fora dos Estados Unidos e do Japão. Até então, quem queria assistir de forma legal precisava recorrer a mídias físicas importadas ou a exibições restritas em festivais de cinema.

Quais filmes clássicos de Hayao Miyazaki estão no catálogo?

A seleção reúne obras que redefiniram o cinema oriental e acumularam premiações no circuito internacional. Entre os títulos do estúdio presentes na plataforma, estão os seguintes filmes.

Nausicaä do Vale do Vento (1984) é uma aventura pós-apocalíptica. Ela veio antes da fundação oficial do estúdio, consagrou os temas ecológicos de Hayao Miyazaki e ajudou a impulsionar a criação do Studio Ghibli no ano seguinte.

O Castelo no Céu (1986) foi o primeiro filme oficial lançado pelo selo do Studio Ghibli. A trama gira em torno da busca por uma lendária fortaleza voadora.

Meu Amigo Totoro (1988) é um marco da animação infantil. A criatura mágica da floresta virou o mascote oficial da empresa.

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Princesa Mononoke (1997) é um épico histórico sobre o confronto sangrento entre o avanço industrial humano e os espíritos da floresta.

A Viagem de Chihiro (2001) é uma produção consagrada com o Oscar de Melhor Animação. A história acompanha o amadurecimento de uma jovem em um mundo espiritual.

O Castelo Animado (2004) é uma fábula fantástica baseada na literatura britânica, que aborda pacifismo, lealdade e velhice.

Os títulos mais recentes da lista

Vidas ao Vento (2013) é um drama biográfico inspirado na trajetória do engenheiro aeronáutico Jiro Horikoshi durante o século vinte.

O Menino e a Garça (2023) venceu o Oscar de Melhor Animação na cerimônia de 2024 e marcou o retorno triunfal do cineasta à direção.

Por que a obra do estúdio segue relevante

A permanência da produtora está ligada à recusa histórica em aderir por completo às técnicas padronizadas de computação gráfica. Hayao Miyazaki e o cofundador, o falecido diretor Isao Takahata, apostaram no desenho tradicional feito à mão, com texturas orgânicas e ritmos contemplativos em cada cena.

A presença dessas animações nas plataformas digitais ajuda a preservar esse patrimônio visual. Para o público, as narrativas oferecem um contraponto autoral à indústria tradicional do entretenimento, e o catálogo japonês segue como referência para diferentes gerações.

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