STF reforça segurança com grades e bloqueios para julgamento que envolve Moraes
STF monta esquema com grades, bloqueios e drones para julgamento que envolve o ministro Alexandre de Moraes.
A Praça dos Três Poderes, em Brasília, amanhece cercada por grades nesta quarta – feira. O esquema especial de segurança foi montado para o julgamento que envolve o ministro Alexandre de Moraes e o ex – dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. A decisão da Justiça altera a rotina não só no entorno do Supremo Tribunal Federal (STF), mas também nas vias que dão acesso ao Palácio do Planalto e ao Congresso Nacional.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP – DF), as ruas que antecedem o tribunal serão bloqueadas na altura do Palácio do Itamaraty e da Alameda das Bandeiras, perto do Congresso. O acesso de veículos e o estacionamento na região estão proibidos.
A vigilância será feita por equipes policiais, com cones de trânsito organizando o perímetro. Manifestações programadas para o dia do julgamento só poderão ocorrer a uma distância de cerca de 670 metros da Suprema Corte.
Segurança reforçada e restrições
O presidenciável Romeu Zema (Novo) convocou apoiadores para um protesto em Brasília contra magistrados, mas deve ser impedido de chegar perto do prédio do STF. O esquema de segurança segue o mesmo modelo adotado no julgamento da trama golpista, em setembro de 2025, quando o ex – presidente Jair Bolsonaro (PL) e integrantes do chamado “núcleo duro” foram condenados.
A sessão plenária está marcada para as 10h, mas o acesso de jornalistas e profissionais credenciados começa às 7h. Eles poderão entrar no plenário e na estrutura externa, que terá painéis, telões e cadeiras montadas próximos à marquise do STF.
O julgamento será transmitido ao vivo pelos canais do Supremo, pela TV Justiça e pelo You Tube.
Na prática, cada entrada do tribunal terá portais detectores de metais e equipamentos de raio X. Ao longo do dia, a segurança usará drones térmicos da Polícia Militar do DF (PMDF) em parceria com equipamentos do próprio STF. A SSP – DF informou que o planejamento envolve a Secretaria de Polícia Judicial, o Comando Militar do Planalto, as Forças Armadas, o GSI, a Abin, as forças de segurança do DF e outros órgãos.
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Como será o julgamento
Após a abertura dos trabalhos, os ministros fazem a leitura e a aprovação da ata da sessão anterior, além das saudações de praxe. Em seguida, ocorre o pregão do processo, que marca formalmente o início do julgamento. O relator e presidente do STF, Edson Fachin, será o primeiro a ler o relatório e a delimitar quais questões serão analisadas pelo plenário.
Depois disso, a Procuradoria – Geral da República (PGR) poderá se manifestar. Também haverá espaço para sustentações orais. Na sequência, Fachin apresenta seu voto. Os demais ministros votam na ordem prevista pelo regimento da Corte. Ao final, cabe ao presidente do Supremo proclamar o resultado.
Fachin assume o papel de relator porque o processo estava sob responsabilidade de André Mendonça. Por isso, além de ler o relatório, ele será o primeiro a votar.