STF em crise? Gilmar Mendes e Fachin trocam farpas sobre prioridades no STF

Tensão no STF! Gilmar Mendes ataca Fachin por paralisação de processos. Troca de farpas expõe divergências internas e questiona prioridades judiciais.

(Imagem de reprodução da internet).

Tensão no STF: Gilmar Mendes e Edson Fachin Discutem Prioridades Judiciais

Uma troca de farpas entre o ministro Gilmar Mendes, decano do Supremo Tribunal Federal, e o presidente do STF, Edson Fachin, ocorreu durante um intervalo na sessão plenária da corte nesta quinta-feira, 14 de maio de 2026. A discussão, que se concentrou no andamento de diversas ações, revelou tensões internas e divergências sobre a priorização de temas importantes para o tribunal.

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Gilmar Mendes questionou o presidente Fachin sobre o adiamento de quatro processos, argumentando que a falta de decisões em casos relevantes estava se tornando uma característica marcante da gestão de Fachin. Em tom crítico, o ministro declarou: “Caro Fachin, impressiona o número de processos importantes paralisados por sua iniciativa. É o filibuster aplicado ao STF”, utilizando a analogia com a tática de prolongar debates no Senado americano.

A discussão se aprofundou com Gilmar expressando preocupação com a demora em incluir na pauta de julgamentos ações de grande impacto, como a exploração mineral em terras indígenas do povo Cinta Larga, o caso Ferrogrão, questões da Justiça do Trabalho e uma revisão de regras sobre o tema.

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Fachin respondeu que a visão de Gilmar era equivocada e que ele buscava, em conjunto com os demais ministros, definir a agenda das sessões plenárias.

O conflito entre os dois líderes do STF se intensificou após declarações de Fachin à imprensa, em que ele reafirmou sua intenção de debater um código de ética para os ministros em 2026. Gilmar se opõe a essa discussão em ano eleitoral, considerando que, durante os “ataques” ao tribunal, o tema não deveria ser abordado.

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Fachin, por sua vez, defende a importância do código de ética como um dos pilares da sua gestão, buscando um consenso entre os colegas sobre o momento e os órgãos responsáveis pela aplicação de sanções.

A composição dos julgamentos também foi um ponto de divergência. Fachin ressaltou sua busca por ouvir os demais ministros para definir a pauta dos julgamentos físicos, enquanto os ministros relatores do plenário virtual possuem maior autonomia para encaminhar seus processos.

Já foram suspensos julgamentos sobre a sucessão para o STF e a questão da lei que reduziu as penas dos condenados pelo 8 de Janeiro, aguardando posicionamento de outros ministros para serem pautados.