STF analisa pedido para levar caso ‘Dark Horse’ ao STJ

STF analisa pedido para julgar caso ‘Dark Horse’ no STJ após investigação sobre financiamento privado envolvendo Bolsonaro.

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Os advogados de Karina Ferreira da Gama buscaram junto ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspender uma investigação sobre supostas fraudes em contratos com a Prefeitura de São Paulo.

A produtora Go Up Entertainment — responsável pelas filmagens do longa – metragem “Dark Horse“, que aborda Jair Bolsonaro—, teve sua defesa alegando que o foco das apurações estaduais seria determinar se parte dos custos cinematográficos foi financiada pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.

Alegação: Investigação estadual visa financiamento privado

O ponto central da argumentação jurídica é desviar o escopo investigativo. Os defensores sustentam que os fatos sob análise na esfera paulista têm como objetivo principal rastrear a origem de recursos utilizados no filme “Dark Horse”.

Para reforçar essa tese perante André Mendonça, Karina Ferreira da Gama e sua equipe apontaram para as conexões diretas entre este apurado financeiramente por meio dos autos já existentes (Inquérito nº 5.070/DF) com outras diligências conduzidas pelo STF.

Detalhes sobre Operação Wi – Fi em São Paulo

A investigação estadual começou após o desencadeamento da “Operação Wi – Fi” pela Polícia Civil do Estado de São Paulo, que visava suspeitas de fraude licitatória na Prefeitura paulistana no valor total de R 108 milhões.

O processo envolveu um instituto chamado Instituto Conhecer Brasil (ICB), uma ONG pertencente a Karina Ferreira da Gama e beneficiária dessa verba pública. Tanto ela quanto a própria prefeitura negaram qualquer tipo de irregularidade nos contratos firmados ou nas movimentações financeiras realizadas pelo ICB com apoio policial civil em junho passado.

Conexão entre o filme “Dark Horse” e os recursos

A Polícia Civil requisitou acesso à Justiça às análises do Conselho de Controle das Atividades Financeiras (Coaf). O objetivo era examinar as transações feitas pela Go Up, por Karina và pelas entidades envolvidas na produção cinematográfica “Dark Horse”.

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Entre várias hipóteses investigadas está justamente se parte dos fundos poderia ter sido desviada para a conta da produtora durante todo período que durou filmar um longa – metragem. Os advogados enfatizaram ainda dados sobre como foi feito esse financiamento.

Origem secreta do dinheiro e o STF

“O filme Dark Horse teve mais de 90% de seu orçamento bancado com recursos fornecidos pelo banqueiro Daniel Vorcaro”, explicaram os defensores, citando detalhes obtidos pela Polícia Federal em celulares apreendidos no banco Master após sua prisão por fraudes bilionárias ocorrida em novembro de 2025.

Os representantes jurídicos argumentaram que a apuração inicial na esfera estadual está focada unicamente nos pagamentos feitos por parte de Daniel Vorcaro para financiar “Dark Horse”. Essa matéria atrai diretamente à competência absoluta do Supremo Tribunal Federal (STF), já porque esses fatos estão sendo investigados dentro dos próprios autos da Corte e são conexos com outros inquéritos sob relatoria do ministro André Mendonça.