Plantio de soja no Paraná chega a 47%, abaixo dos 52% registrados há um ano
O plantio de soja no Paraná alcançou 47% da área projetada para a safra 2026/27 até o início desta semana, informou o Departamento de Economia Rural (Deral) nesta terça-feira. O avanço está abaixo do registrado no mesmo período de temporadas anteriores, após o excesso de chuvas dificultar os trabalhos no campo.
Na mesma época do ano passado, a semeadura havia chegado a 52% da área prevista. Até 21 de outubro de 2024, o índice era de 62%. As chuvas também mantêm a preocupação com o calendário da segunda safra de milho: quanto mais cedo a soja é plantada, menores costumam ser os riscos climáticos para o cultivo seguinte.
Excesso de chuva dificulta avanço das máquinas
O plantio começou em ritmo acelerado, favorecido pela umidade, mas perdeu velocidade com a sequência de precipitações. No início de outubro, o Paraná havia registrado o maior índice de semeadura das últimas oito safras.
“A semeadura da soja avançou lentamente em grande parte do Estado devido ao excesso de chuvas, ao encharcamento do solo e à dificuldade de entrada de máquinas”, afirmou o Deral, órgão do governo do Estado.
As lavouras já semeadas apresentam, em geral, boa germinação e estande. Ainda assim, o Deral recebeu relatos de desenvolvimento inicial lento, germinação desuniforme e apodrecimento de plantas em áreas afetadas pelo excesso de água.
Chuvas devem seguir acima da média no Sul e Sudeste
O Paraná inicialmente impulsionou o indicador nacional de plantio de soja, antes de o Mato Grosso ganhar ritmo. Consultorias disseram que os trabalhos avançaram na semana passada nos principais Estados produtores.
Mapas climáticos indicam menos chuva nesta semana em partes dos Estados do Centro-Oeste. Já muitas áreas do Sul e do Sudeste devem continuar com precipitações acima da média, o que mantém o alerta sobre possíveis atrasos no plantio e seus efeitos na segunda safra de milho.
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Colheita de trigo chega a 82% da área
A colheita do trigo está na fase final em grande parte das regiões do Paraná. Segundo o Deral, o Estado já colheu 82% da área semeada com o cereal.
“As condições climáticas têm provocado atrasos, perdas de qualidade e redução do potencial produtivo”, afirmou o órgão sobre a colheita.
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Redação Economia
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