Soja dispara em Chicago com expectativa de encontro entre Trump e Xi Jinping
Soja e farelo renovam máximas em Chicago com expectativa de alívio nas tensões comerciais entre EUA e China.
Os contratos futuros da soja negociados na bolsa de Chicago dispararam nesta quarta – feira (16), com os vencimentos mais distantes atingindo novas máximas. O motor principal foi a expectativa de que a China, maior importadora global da commodity, aumente suas compras.
O farelo de soja também acompanhou o movimento e renovou recordes de contrato.
O mercado opera na expectativa de uma reunião de alto nível entre os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Xi Jinping, da China, marcada para a próxima semana em Washington. O encontro pode sinalizar um alívio nas tensões comerciais e abrir caminho para um aumento na demanda chinesa.
Na terça – feira (15), o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, já havia adiantado planos de se reunir com seu homólogo chinês neste fim de semana, o que acendeu o sinal verde para os compradores.
Farelo dispara e trigo acompanha alta
O movimento mais expressivo, no entanto, foi no farelo de soja. O contrato mais negociado fechou em alta de US 0,20, cotado a US 365,60 por tonelada curta. Durante o pregão, chegou a bater US 368,70, uma nova máxima histórica para o papel. “O movimento mais surpreendente está ocorrendo no farelo, onde novas máximas são constantes, assim como os aumentos nos contratos em aberto, com rumores de que a demanda está se recuperando”, afirmou Charlie Sernatinger, vice – presidente executivo da Marex.
Os futuros de soja mais negociados também fecharam em alta, de 1,75 centavo, a US 13,205 por bushel. Já o trigo avançou na CBOT: o contrato mais negociado subiu 2,25 centavos, fechando a US 7,3075 por bushel.
Milho recua com olho na colheita americana
Nem todas as commodities agrícolas tiveram o mesmo desempenho. Os futuros de milho encerraram o dia em queda de 1,50 centavo, a US 5,3425 por bushel. O movimento de baixa reflete a cautela dos operadores, que aguardam os primeiros resultados concretos da colheita nos Estados Unidos.
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Enquanto a soja se beneficia das expectativas de demanda externa, o milho sofre com a perspectiva de uma oferta abundante e a indefinição sobre o ritmo das exportações.
Analistas apontam que o mercado de grãos deve continuar volátil nos próximos dias, especialmente com a aproximação da reunião entre Trump e Xi Jinping. Qualquer sinal de avanço nas negociações comerciais pode impulsionar ainda mais os preços da soja e do farelo, enquanto um impasse pode trazer correções.
No caso do milho, o foco está no clima e na produtividade das lavouras americanas, que podem definir a direção dos preços no curto prazo.