Soja atinge R 133,87 no Porto de Paranaguá e alta de 5,83% em Paragominas em junho
A alta nos preços da soja reflete a crescente demanda da China e o aquecimento das exportações, apesar da volatilidade no mercado internacional.
A soja alcançou uma das melhores cotações do ano no Porto de Paranguá, no Paraná, na última sexta – feira (26). O indicador, que é monitorado pelo Cepea, apontou que a saca de 60 quilos foi negociada a R133,87. Na quarta – feira (24), o preço havia atingido o pico de R134,35, valor que não era registrado desde a primeira semana de janeiro.
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Com o avanço da colheita, os preços tinham apresentado queda até então. Em contrapartida, no Porto de Paragominas, no Pará, a soja acumulou alta de 5,83% em junho, conforme informações da agência Safras & Mercado. O aquecimento das exportações e a crescente demanda da China, que já inicia negociações para o próximo ciclo, têm contribuído para a sustentação dos preços do grão brasileiro.
Movimentação no mercado internacional
No mercado internacional, as cotações da soja em Chicago registraram uma queda de quase 1% nesta segunda – feira (29). Os operadores aguardam com expectativa a divulgação do relatório trimestral do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos nesta terça – feira (30.
O documento deve trazer informações sobre a área plantada e os estoques de grãos, com possibilidade de uma projeção maior em relação ao relatório anterior.
O óleo de soja também apresentou um dia volátil. Inicialmente com viés negativo, o preço logo se recuperou diante das incertezas relacionadas ao custo do petróleo. Após atingir cotações inferiores a US 73 por barril, o valor voltou a subir no último fim de semana devido à troca de ataques entre EUA e Irã.
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Impactos das tensões geopolíticas
No domingo (28), os dois países chegaram a um acordo para pausar as hostilidades e liberar o trânsito no Estreito de Ormuz. No entanto, as incertezas quanto à durabilidade desse acordo reforçam a instabilidade nas cotações dos grãos. As flutuações nos preços podem impactar diretamente tanto produtores quanto consumidores no Brasil e no exterior.
A continuidade desse cenário dependerá não apenas da evolução das relações internacionais mas também da dinâmica interna do mercado agrícola brasileiro. Com as colheitas avançando e o comércio se intensificando, o setor permanece atento às oscilações nos preços e às decisões políticas que possam influenciar o setor agrícola mundial.