Síria revela descoberta alarmante de armas químicas de Bashar al-Assad e detém 18 suspeitos

Liderança síria revela descoberta alarmante de armas químicas de Bashar al-Assad, com detidos e materiais que reabrem feridas da guerra civil.

27/05/2026 07:41

3 min

Síria revela descoberta alarmante de armas químicas de Bashar al-Assad e detém 18 suspeitos
(Imagem de reprodução da internet).

Descoberta de Armas Químicas na Síria

A liderança de transição da Síria identificou vestígios do programa clandestino de armas químicas do ex-ditador Bashar al-Assad. Entre os materiais encontrados estão matérias-primas e munições semelhantes às utilizadas em ataques mortais com gás durante a prolongada guerra civil do país, conforme informou uma autoridade síria à Reuters nesta terça-feira (26).

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Além disso, as autoridades sírias detiveram 18 indivíduos suspeitos de envolvimento no programa de armas químicas de Assad, incluindo militares, políticos e técnicos de alto escalão. Mohamad Katoub, representante permanente da Síria na Opaq (Organização para a Proibição de Armas Químicas) em Haia, mencionou que os nomes dos suspeitos não foram divulgados devido à investigação em andamento.

Ele também destacou que vários deles haviam atuado como generais de divisão.

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Municações Químicas Encontradas

A Opaq divulgou um relatório nesta terça-feira, informando que sua equipe na Síria visitou diversos locais não declarados de alta prioridade nas regiões costeiras e centrais do norte, em colaboração com as autoridades sírias. Durante a missão, foram descobertas “dezenas de munições químicas não declaradas, como bombas aéreas e foguetes, além de produtos químicos e equipamentos relacionados encontrados separadamente”.

As equipes sírias, que trabalharam por meses com inspetores da Opaq, localizaram mais de 70 foguetes e bombas aéreas, além de ingredientes brutos para a produção de sarin, um agente nervoso utilizado pelas forças de Assad em ataques que resultaram na morte de mais de 1.300 pessoas no subúrbio de Ghouta, em Damasco, em agosto de 2013, e em Al-Lataminah, em março de 2017, conforme afirmou Katoub.

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Desafios e Compromissos

Equipamentos de mistura e armazenamento de armas químicas, além de hexamina, um estabilizador conhecido por ter sido utilizado na produção de sarin, também foram encontrados em três locais diferentes. Katoub ressaltou que, apesar do sigilo e dos desafios de segurança, a equipe cumpriu seu dever em relação ao povo sírio e ao mundo. “É a primeira vez que essas munições podem ser recuperadas antes de serem usadas em crimes contra o povo sírio”, acrescentou.

Ele enfatizou que a proteção e o armazenamento dos materiais encontrados são essenciais para a segurança nacional e global. Investigações conjuntas da ONU e do órgão global de controle de armas químicas em Haia já haviam confirmado o uso repetido de sarin, gás cloro e gás mostarda sulfúrico pelo regime de Assad.

A Opaq, responsável pela supervisão da proibição internacional de munições tóxicas, indicou que cerca de 100 locais em toda a Síria necessitam de inspeção.

A Síria assinou a Convenção sobre Armas Químicas em 2013, declarando um estoque de 1.300 toneladas, mas o uso proibido continuou. O tamanho do programa e a quantidade de estoque restante ainda não estão claros. Em março, a Síria lançou um plano apoiado pelos EUA para eliminar seu legado de armas químicas.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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