Sindicatos franceses organizam protestos na Airbus contra aumento de dias de trabalho presencial

Os sindicatos franceses organizaram paralisações e protestos na Airbus nesta quinta – feira, 25 de maio de 2026, em resposta à decisão da fabricante europeia de aviões de aumentar o número de dias de trabalho presencial para seus funcionários administrativos.
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A mudança prevê que esses trabalhadores passem de pelo menos três dias para quatro por semana no escritório. Essa medida, incomum na Airbus, foi anunciada após uma carta do CEO Guillaume Faury, datada de 9 de junho, em que ele solicitava maior foco e “presença individual no local” devido a um início de ano abaixo das expectativas nas entregas de aeronaves comerciais.
Pressão pela meta anual
A Airbus enfrenta desafios significativos para cumprir sua meta anual de entrega de 870 jatos, especialmente em meio a dificuldades na cadeia de suprimentos, como a escassez de motores. Em resposta à nova política, o sindicato CGT convocou os funcionários a se reunirem na fábrica da Airbus em Blagnac, próxima a Toulouse, para expressar sua insatisfação com a decisão do CEO.
De acordo com informações da CGT, mais de 100 trabalhadores participaram da manifestação. Contudo, a entidade não divulgou o total de adesões à greve e até o momento não há relatos sobre impactos na produção decorrentes dos protestos.
Reações dos sindicatos
Além das manifestações deste dia, o sindicato CFDT também programou um protesto diante do mesmo prédio no dia 30 de junho. O CFDT ainda estuda a possibilidade de entrar com uma ação judicial contra a Airbus, alegando que a empresa estaria agindo de má – fé ao aplicar seu acordo sobre trabalho remoto implementado em 2024.
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O FO, maior sindicato da Airbus na França, pediu que quaisquer alterações na política atual sejam suspensas até uma reunião do conselho europeu dos trabalhadores da Airbus agendada para 7 de julho. O FO afirmou que a direção da empresa garantiu que o acordo referente ao trabalho híbrido permanece válido até 2028.
Posicionamento da Airbus
A Airbus, cuja sede principal está localizada na França e possui operações significativas na Alemanha, Espanha e Reino Unido, comunicou à Reuters que está enfrentando um aumento sem precedentes na produção enquanto navega por um ambiente geopolítico e econômico desafiador.
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Um porta – voz da empresa confirmou a nova política de trabalho híbrido aplicada ao grupo e ressaltou que a flexibilidade continua sendo parte fundamental da cultura organizacional da Airbus.
No entanto, é importante destacar que essa política se aplica apenas às funções administrativas e não inclui todos os operários de linha de montagem e técnicos.
Após os eventos ocorridos nesta quinta – feira, um representante da CGT anunciou que o sindicato solicitará uma reunião oficial com Guillaume Faury na próxima semana para discutir as preocupações levantadas pelos trabalhadores.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



