Simon Fannon corre 42 km com agulhas na mão e termina a Maratona de Londres com cachecol pronto

Ex-Royal Marine e conhecido como Veteran Knitter, ele fez a peça de 5,59 metros em 5h48min08s, segundo o Guinness.

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Ex-militar britânico tricotou um cachecol enquanto participava da Maratona de Londres | Foto: Reprodução/Catraca Livre

O ex-integrante dos Royal Marines Simon Fannon cruzou a linha de chegada da Maratona de Londres em 26 de abril de 2026 com um cachecol multicolorido de 5,59 metros, tricotado ao longo dos 42,195 quilômetros da prova.

Ele se apresenta como Veteran Knitter e usa a atividade para incentivar homens a aprender tricô. A corrida também deu visibilidade a duas causas que fazem parte da sua vida: a doença de Huntington e a reintegração de veteranos.

Por que tricotar durante a maratona?

A ideia surgiu em uma conversa com a esposa de Simon. Ele já praticava tricô e queria tentar um recorde, e foi ela quem encontrou a categoria que exigia produzir um cachecol durante uma maratona.

A proposta parecia improvável porque juntava duas tarefas que disputam a atenção do corredor: acompanhar o percurso e manter as mãos em movimento preciso, sem perder o trabalho já feito. Simon já divulgava o tricô como atividade criativa e ligada ao bem-estar, e a prova lhe daria mais alcance, sobretudo entre homens que nunca imaginariam pegar as agulhas.

A escolha também tinha relação com sua trajetória militar. Cada veterano, porém, responde de maneira diferente a esse tipo de prática.

Como foi a prova em Londres

Simon completou a distância oficial de 42,195 quilômetros com fios e agulhas, produzindo o cachecol durante o trajeto. O Guinness registrou o resultado final de 5,59 metros e um tempo de conclusão de 5 horas, 48 minutos e 8 segundos.

Coordenar as mãos com o deslocamento não é tarefa simples. Era preciso cuidar do fio e seguir atento ao espaço dividido com outros atletas. O registro final mostra que a peça ficou maior que a altura de muitos cômodos e foi concluída antes do fim da prova.

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Os registros divulgados trazem o total de metros e o tempo, mas não detalham o ritmo de produção nem eventuais pausas ou ajustes feitos ao longo do percurso.

Por que duas causas ficaram no centro da história

A mãe de Simon recebeu o diagnóstico de doença de Huntington, e por isso a tentativa apoiou uma organização ligada à condição. Sua passagem pelos Royal Marines também o aproximou das dificuldades enfrentadas por ex-militares, o que motivou o apoio a outra iniciativa voltada a veteranos.

Ao falar do tricô, Simon não promete prevenir doenças. Ele defende a atividade como prática que exige atenção e coordenação, e quer desfazer a ideia de que se trata de um hábito feminino ou reservado a pessoas mais velhas.

O título conquistado foi o de cachecol mais longo tricotado durante uma maratona, e não o de cachecol mais longo do mundo em qualquer circunstância. Segundo a descrição do desafio, o feito aparece entre dezenas de recordes tentados naquele evento.

Para essa categoria, o percurso fazia parte da própria produção da peça.

O destino do dinheiro eventualmente arrecadado ou de um possível leilão do cachecol não foi detalhado. O objetivo declarado por Simon foi aproveitar a visibilidade da prova para falar das causas e do tricô.

O que fica depois da corrida

Ficam a medida de 5,59 metros, o tempo de 5 horas, 48 minutos e 8 segundos e uma mensagem pública a favor de homens que queiram experimentar o tricô. A prova terminou, mas a prática pode continuar fora das pistas, sem qualquer exigência de correr.

Para Simon, a combinação de esporte, criatividade e as duas causas familiares e militares foi o que deu sentido ao desafio. As agulhas em movimento durante 42 quilômetros chamaram atenção, e ele espera que a conversa sobre o tricô dure mais que o cachecol.

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