Shell Osmo: Exposição “Garateia” Explora Rios e Memórias no Recife

Exposição “Garateia: onde ancora a memória” Explora Rios e Memórias no Recife
A exposição “Garateia: onde ancora a memória”, do artista visual Shell Osmo, está presente em duas instituições culturais do Recife, oferecendo uma oportunidade gratuita para o público refletir sobre a importância dos rios, o pertencimento e a memória. A mostra, que já está em cartaz, começou no Museu de Arte Moderna Aloísio Magalhães (Mamam) no dia 9 de maio e continuará até 19 de julho. Paralelamente, pode ser vista no Museu Cais do Sertão, com o período de exibição até 7 de junho.
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Circuito Cultural e Reflexões
O projeto, que reúne mais de 30 obras – pinturas, objetos e instalações –, busca conectar arte, território e os modos de vida das comunidades ribeirinhas, mesmo em um contexto urbano. A curadoria, assinada por Rebecca França, destaca as conexões entre a vivência e a pesquisa, entre a rua e o museu, utilizando a margem como um espaço complexo e multifacetado. A exposição oferece um percurso que atravessa o centro do Recife, convidando o público a contemplar a relação entre o homem e a natureza.
A Relação de Shell Osmo com o Rio Pina
A inspiração por trás da exposição reside na relação de Shell Osmo com uma ilhota na bacia do rio Pina, uma área tradicionalmente dedicada à pesca artesanal. Através de anos de pesquisa e imersão, o artista transforma o cotidiano local em um arquivo de sensações e reflexões políticas, abordando temas como a sobrevivência, a especulação imobiliária e as remoções urbanas. O rio Tejipió, Pina e Jordão, conectado ao Capibaribe, assume um papel central na vida da região.
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Diversidade de Técnicas e Temas
Shell Osmo utiliza diversas técnicas artísticas, como pintura acrílica, escultura, muralismo e assemblage, incorporando materiais como madeira, resina e algodão com gesso. Algumas das obras apresentadas incluem “O Portuário”, “Identidade Farol”, “Chico ainda menino” e “Vado”, que evocam narrativas de trabalhadores, vizinhanças e afetos cotidianos. A garateia, instrumento de pesca com três anzóis, serve como metáfora das relações humanas com o território e com o que permanece, mesmo diante das transformações.
Experiência Sensorial Ampliada
A exposição também inclui a primeira paisagem sonora do artista, desenvolvida com a orientação da pesquisadora Maria Rocha, ampliando a experiência sensorial do público. Elementos como redes, barcos e correntes dialogam com a ideia do rio como um sujeito vivo, agente de memória e fonte de conhecimento. A iniciativa conta com o apoio da Experimento Produções e do Umbral das Artes, além do incentivo do Sistema de Incentivo à Cultura do Recife, por meio da Fundação de Cultura da Cidade, da Secretaria de Cultura e da Prefeitura do Recife, com o apoio do Mamam e do Cais do Sertão. A visitação segue os horários de funcionamento de cada espaço, com entrada gratuita em ambos os locais.
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Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



