Setor produtivo brasileiro se mobiliza contra tarifaço de até 25% dos EUA e busca acordo

Representantes do setor produtivo brasileiro intensificam esforços para evitar tarifas que podem prejudicar tanto a economia local quanto a americana.

Terminal de contêineres no porto de Hamburgo, na Alemanha, 29 de julho de 2025

Representantes do setor produtivo brasileiro estão mobilizados para mitigar os impactos de um possível tarifaço de até 25% que pode ser aplicado pelos Estados Unidos. Enquanto isso, o governo federal busca um acordo com os americanos. O foco das discussões na iniciativa privada é aumentar a lista de exceções às tarifas e reforçar argumentos de que essa medida também afetará negativamente empresas e consumidores nos Estados Unidos.

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A estratégia foi apresentada durante uma audiência realizada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) nesta segunda – feira (6). O evento contou com sete painéis e servirá como base para a decisão da Casa Branca sobre a aplicação das tarifas, cujo resultado é esperado até 15 de julho.

Efeitos do tarifaço na economia

No decorrer da audiência, representantes do setor privado apontaram que o tarifaço terá repercussões negativas na economia americana, pois aumentará os custos dos insumos utilizados pela indústria local e encarecerá produtos para empresas e consumidores.

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) destacou que a sobretaxa pode ter um efeito inverso ao pretendido pelo governo de Donald Trump, reduzindo a influência econômica dos Estados Unidos no Brasil.

Parte do empresariado brasileiro sugere que qualquer negociação deve incluir um maior acesso de produtos americanos ao mercado nacional e aprofundar a cooperação em áreas estratégicas, como minerais críticos. Contudo, as conversas entre Brasília e Washington ainda não apresentaram avanços concretos.

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Expectativas em relação ao governo americano

O governo brasileiro já respondeu às acusações feitas pelos americanos e manifestou disposição para discutir medidas adicionais. No entanto, aguarda um retorno formal do governo dos EUA. Até o momento, as expectativas são pessimistas quanto à possibilidade de a Casa Branca desistir da sobretaxação sobre os produtos brasileiros.

A percepção na diplomacia e entre empresários é de que o caso do Brasil se insere em uma estratégia mais ampla do presidente Trump para estimular a reindustrialização dos Estados Unidos, o que diminui as chances de um acordo no curto prazo. Além disso, o Itamaraty reconhece o risco de ações militares por parte dos EUA no Brasil.

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Nesta terça – feira (7), houve novas declarações relevantes em relação ao tarifaço. O presidente brasileiro tem se posicionado contra as tarifas anunciadas pelos Estados Unidos logo após sua visita a Trump. Ele afirmou que quem deve liderar essa questão é o senador responsável pela pauta.

Essa postura surge após uma repercussão negativa gerada por declarações machistas recentes.