Setor Logístico Aumenta Consumo Energético Nacional em 2026

Setor Logístico impulsiona consumo energético nacional com alta dependência de combustíveis fósseis em 2026.

Na imagem, carros, ônibus e caminhões em rodovia | Pedro França/Agência Senado – 23.dez.2025

Os serviços e o transporte responderam por uma parcela significativa da matriz energética brasileira entre 201e 20Em média, esse setor consumiu cerca de 36,6% do consumo energético total no país.

Dados compilados em junho de 2026 pelo Observatório Nacional de Transporte e Logística — baseando se nas informações fornecidas pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) —, mostram que a demanda logística continua sendo um pilar central na economia nacional.. Consumo crescente impulsionado pelas rodovias

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O indicador analisado não se restringe apenas à energia elétrica; ele considera o uso global da força energética. Para fins comparativos entre diferentes fontes, os dados são medidos por meio das toneladas equivalentes de petróleo, abrangendo combustíveis como óleo diesel, gasolina automotiva ou etanol hidratado usados no deslocamento diário de cargas e passageiros em todo Brasil Segundo as análises do relatório “Panorama do Transporte Rodoviário de Cargas no Brasil”, a participação desse setor manteve se consistentemente alta durante toda década estudada, variando anualmente entre 35,42% e 37,85%. O menor índice foi registrado justamente nos anos mais desafiadores da pandemia; o ano de2020 viu essa fatia cair para 35,42%. Contudo, já havia uma recuperação visível em2021, quando os números subiram novamente para 36,20%, embora ainda abaixo dos níveis prévios à crise sanitáriaEm valores absolutos totais, a conta é expressiva. O consumo energético nacional saltou de 279 milhões toneladas equivalentes de petróleo (tpep) no início do período até atingir308 milhões tpepsomente em202Nesse mesmo intervalo temporal — entre o começo e fim da década —, apenas o setor de transportes elevou seu gasto passando por101,para 116,millonestonelada equivalentede petróleoum aumento acumulado superior aos quinze percentuais Dependência estrutural dos combustíveis fósseisO relatório atribui esse crescimento constante na demanda energética à própria estrutura logística do país. Essa infraestrutura é marcada pela forte predominância das rodovias no transporte tanto de cargas quanto em longas distâncias percorridas pelos passageiros. A decomposição modal confirma essa realidade: entre 201e 2024, o modorodoviáriofoi responsável por impressionantes 82,15% da energia total consumida pelo setor; enquanto os demais modais ficaram muito aquém desse número.

Distribuição dos modos operacionais

O restante da matriz energética transportadora mostra a participação do avião com 7,21%, seguido pela ferrovia (modal ferroviário) que contribuiu em 5,33%.

  • O transporte via água ou navegação também registrou um percentual de uso energético equivalente aosaquaviários— ambos ficando na marca de 5,31% no período analisado.

    Em qualquer cenário, o setor permanece altamente dependente desses combustíveis fósseis.

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    Desafio das emissões e caminhos futuros. A questão ambiental acompanha essa trajetória crescente do consumo; as emissões associadas ao dióxido de carbono (CO₂) se mantiveram em patamar elevado para os anos entre 201até 202. Apesar dos avanços pontuais que ocorreram com a incorporação gradual de biocombustíveis ou melhorias na eficiência energética geral, o padrão estrutural como ele é consumido não mudou o suficiente.

    Isso impede uma redução consistente nas taxas globais de gases poluentes, sendo justamente o óleo diesel apontado pelo documento como principal vetor responsável por essas altas emissões. Diante desse diagnóstico complexo e da persistência do alto consumo fóssil em rodovias, os especialistas defendem urgentemente estratégias integradas para reduzir tanto a intensidade quanto o volume energético usado no setor.

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