Setor Apícola Brasileiro Alerta sobre Risco de Sobretaxa de 25% dos EUA ao Mel Nacional
Setor apícola brasileiro em alerta com proposta de sobretaxa de 25% dos EUA. Entenda como isso pode impactar o mel orgânico e a cadeia produtiva.
Setor Apícola Brasileiro Preocupado com Sobretaxa dos EUA
Com o aumento da pressão do governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o setor apícola se tornou um dos segmentos preocupados com a proposta de sobretaxa de 25% apresentada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA). Essa medida foi anunciada após a conclusão de uma investigação comercial iniciada em julho de 2025 e ainda passará por consulta pública antes de uma decisão final da administração norte-americana.
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A Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel) expressou sua preocupação em relação à inclusão do mel brasileiro entre os produtos que podem ser afetados pela Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. A entidade destacou que o mercado norte-americano é um dos principais destinos do mel produzido no Brasil, especialmente do mel orgânico, cuja cadeia produtiva envolve milhares de apicultores, muitos deles vinculados à agricultura familiar.
A associação ressaltou que, ao longo de décadas, o setor construiu uma relação comercial baseada em padrões de qualidade, rastreabilidade e exigências sanitárias que atendem às normas internacionais. A Abemel informou que está em diálogo com diferentes áreas responsáveis pela política comercial e negociações internacionais, buscando reverter a medida e retirar o mel brasileiro da lista de produtos afetados.
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Segundo a avaliação da entidade, o impacto da tarifa não se limita ao Brasil. O mel orgânico brasileiro ocupa uma posição estratégica no mercado dos Estados Unidos, e não existem fornecedores alternativos que consigam atender à demanda da indústria e dos consumidores norte-americanos com a mesma escala e especificidade.
Portanto, a manutenção da sobretaxa pode afetar a cadeia de abastecimento dos EUA, elevando preços e reduzindo a disponibilidade do produto.
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O setor planeja reforçar esses argumentos durante uma audiência pública marcada para 6 de julho, que faz parte do processo de consulta conduzido pelas autoridades norte-americanas. A expectativa é convencer o governo dos Estados Unidos a excluir o mel brasileiro da lista de itens sujeitos à tarifa adicional.
A manifestação da Abemel se junta à reação de várias entidades do agronegócio brasileiro desde que o USTR anunciou a proposta de sobretaxar produtos do país. Representantes de setores como café, carnes e produtos florestais têm alertado sobre os riscos da medida para as exportações brasileiras e defendido uma solução negociada entre os dois governos antes da conclusão do processo regulatório nos Estados Unidos.