Servidores da educação seguem em greve em SP e exigem reajuste maior e melhorias nas escolas
Servidores da Educação em Greve Defendem Reajuste Salarial e Melhorias nas Escolas
Um ato de protesto realizado na sexta-feira (15) em frente à prefeitura de São Paulo demonstrou a continuidade da greve dos servidores da educação municipal. A mobilização, convocada após a aprovação de um projeto de reajuste salarial pela Câmara Municipal, reflete a insatisfação da categoria com a proposta da gestão. A disputa se intensifica com reivindicações por um aumento salarial de pelo menos 5,4%, além de um aumento real de 10% e a incorporação de abonos complementares.
Reajuste Salarial e Críticas à Gestão
O projeto aprovado, que prevê um reajuste de 3,51% parcelado em dois anos, é considerado insuficiente pelos trabalhadores. Donizete Fernandes, vice-presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), critica a falta de diálogo da gestão municipal. “Nós dissemos sempre que a greve não é só uma questão salarial”, explica Fernandes. A greve também denuncia as condições precárias de trabalho nas escolas municipais, como salas superlotadas, falta de ventilação e a necessidade de reformas.
Condições de Trabalho e Reivindicações Adicionais
Além do reajuste salarial, os sindicatos reivindicam melhorias na infraestrutura das escolas, como a resolução de problemas de inclusão escolar e a garantia de condições de trabalho adequadas. A Coordenação das Entidades Sindicais Específicas da Educação Municipal (Coeduc) apresentou um substitutivo à proposta da prefeitura, que previa a reposição integral da inflação, um aumento real de 10% e medidas voltadas à saúde, infraestrutura e valorização profissional. A entidade classifica a proposta da prefeitura como “insuficiente e desrespeitosa”.
Repercussão e Ameaças da Gestão
A gestão Ricardo Nunes defende o reajuste aprovado pela Câmara e afirma que a proposta contempla 64 mil profissionais da educação. No entanto, a Secretaria Municipal de Educação ameaçou descontar os dias dos servidores que aderiram à greve caso as faltas não fossem justificadas até a sexta-feira (15). A entidade Sinpeem afirma que a continuidade da paralisação é uma resposta “às maldades do prefeito Nunes” e ao “colapso da educação na maior cidade do país”.
Impasse
A disputa salarial e as condições de trabalho precárias nas escolas representam um desafio para a gestão municipal, que precisa buscar um acordo que garanta a qualidade da educação e o bem-estar dos profissionais da educação. A situação expõe a necessidade de um investimento contínuo na educação pública e de um diálogo aberto e transparente entre governo e trabalhadores.
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