Servidores do Judiciário Gaúcho em Greve: Reivindicação de 17,8% e “Apagão” no TJRS

Servidores do Judiciário Gaúcho acendem alerta com protestos! Reivindicação de 17,8% salarial mobiliza 200 profissionais em todo o estado. TJRS sob pressão!

Servidores do Judiciário Gaúcho Intensificam Protestos em Busca de Recomposição Salarial

Servidores do Judiciário gaúcho demonstraram sua insatisfação com a política salarial, realizando manifestações em Porto Alegre e em 15 comarcas do estado nesta quinta-feira (14). As mobilizações, que visam uma recomposição salarial de 17,8%, também criticam a postura do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), que, segundo o sindicato da categoria, demonstra falta de diálogo e ausência de avanços nas negociações.

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A situação tem gerado preocupação entre os profissionais, que buscam equidade com outros tribunais de justiça do país.

Protestos e Reivindicações

Os atos de protesto se espalharam por diversas cidades, incluindo Porto Alegre, onde cerca de 60 servidores se manifestaram em frente ao Fórum Central II. Ao somar os protestos em Santa Maria, Passo Fundo e Pelotas, a mobilização reuniu aproximadamente 200 profissionais.

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A principal demanda da categoria é a recomposição salarial de 17,8%, com o objetivo de corrigir desigualdades salariais em relação a outros tribunais de justiça.

O Sindicato dos Servidores da Justiça do Rio Grande do Sul ressalta que o índice solicitado foi calculado com base em dados do Dieese, estando dentro das possibilidades financeiras do TJRS. Além da recomposição salarial, o sindicato também defende a criação de um auxílio-social para auxiliar aposentados e aposentadas, que enfrentam perdas salariais significativas.

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Novas Ações de Pressão

Diante da falta de avanços nas negociações, o sindicato planeja novas ações de pressão. Uma delas, prevista para a próxima quinta-feira (21), é o “Apagão no Judiciário”, onde os servidores paralisarão suas atividades por uma hora, desligando os computadores, como forma de intensificar a pressão sobre a presidência do TJRS.

Outra medida é uma assembleia-ato estadual, agendada para o dia 29 de maio, caso as negociações da reunião de 27 não resultem em avanços. A administração do TJRS concedeu um adicional entre 5% e 35% à magistratura, enquanto os servidores permanecem sem reajuste, o que acirra o conflito.

Valorização da Justiça e o Selo Ouro

O Sindjus/RS argumenta que a valorização dos servidores é fundamental para garantir a qualidade da Justiça no estado. A campanha salarial, com o mote “TJRS, sem valorização, o selo ouro vira latão!”, faz referência ao prêmio Selo Ouro de produtividade concedido ao TJRS pelo CNJ, evidenciando a importância da valorização para a manutenção da excelência do sistema judiciário.