Servidores de Curitiba entram em greve e fazem grande protesto no Centro Cívico
Grande mobilização de servidores em Curitiba
Milhares de trabalhadores tomaram as ruas, marchando da Praça 19 de Dezembro até o Centro Cívico, em frente à Prefeitura de Curitiba. Este movimento representa um dos maiores protestos do funcionalismo municipal nos últimos anos.
A greve dos servidores públicos de Curitiba teve início nesta quarta-feira, dia 8, com uma mobilização de grande porte. As categorias envolvidas estão organizadas pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais Curitiba (Sismuc) e pelo Sindicato dos Servidores do Magistério Municipal de Curitiba (Sismmac).
Demandas de diferentes áreas
A paralisação conta com a participação de servidores de diversos setores, incluindo educação, saúde, assistência social, fiscalização e áreas administrativas, além de aposentados. Nos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs), a adesão foi expressiva, ultrapassando 90% das 240 unidades da rede.
Principais pautas
As reivindicações centrais dos manifestantes incluem a ampliação do vale-alimentação para todos os funcionários públicos. Outros pontos cruciais são o fim do desconto de 14% sobre aposentadorias e pensões, a implementação de um plano de progressão de carreira completo e a realização de concursos públicos.
Os trabalhadores apontam que a prefeitura possui um caixa superior a R$ 4 bilhões, e que o atendimento dessas demandas depende de uma decisão política firme.
Tensão no magistério e propostas da prefeitura
O impasse já havia sido sinalizado pelo corpo docente antes da paralisação geral. Em uma assembleia realizada na terça-feira, dia 7, quase 2,5 mil professores rejeitaram a proposta da Prefeitura sobre o aumento percentual de vagas para progressão na carreira.
A rejeição ocorreu mesmo com a inclusão do salto de nível para servidores com mestrado e doutorado. A convocação para a assembleia foi urgente, após a gestão municipal apresentar uma primeira oferta na tarde de domingo (5), durante a Páscoa.
Negociações
Na manhã desta quarta, dia 8, a prefeitura apresentou uma nova proposta, que aumentou o percentual de vagas para progressão vertical e incluiu o salto de nível para mestres e doutores, um direito previsto em lei, mas ainda não aplicado.
Entretanto, o vale-alimentação foi postergado para 2027, o que foi considerado insuficiente pela categoria. O Sismmac ressalta que a categoria vive sem progressão de carreira há mais de dez anos, e que mestres e doutores recebem menos que estagiários da própria Prefeitura.
Além disso, as escolas enfrentam superlotação e carência de apoio para a educação inclusiva.
Perspectivas
O movimento demonstra a força da categoria ao exigir melhorias estruturais e financeiras. A expectativa agora recai sobre a disposição da gestão municipal em atender às demandas trabalhistas apresentadas pelos servidores.
Editoria:
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