Seminário Nacional: Feminicídio e Saúde Mental das Mulheres em Debate

Seminário Nacional busca combater o feminicídio e a saúde mental de mulheres! Mais de 200 militantes se reúnem em Brasília. Sandra Kennedy e Izadora Brito

29/05/2026 09:22

2 min

Seminário Nacional: Feminicídio e Saúde Mental das Mulheres em Debate
(Imagem de reprodução da internet).

Seminário Nacional Busca Enfrentar o Feminicídio e Promover a Saúde Mental das Mulheres

O Coletivo de Mulheres da Central de Movimentos Populares (CMP) está organizando um seminário nacional que acontecerá entre os dias 1º e 3 de maio, em Brasília. O evento representa uma importante retomada da articulação nacional do coletivo, após quase três décadas desde a última edição, realizada em 1998.

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Mais de 200 militantes de diversos estados participarão, fruto de um processo de plenárias regionais.

Participações Estratégicas

O encontro contará com a presença de representantes do governo federal, como Sandra Kennedy, do Ministério das Mulheres, além de pesquisadoras e ativistas renomadas como Izadora Brito, Elisa Estronioli, Verônica Ferreira e Amanda Gomes Corsino. Essas figuras-chave trarão perspectivas valiosas para o debate sobre o tema.

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Construção Coletiva e Atualização da Agenda

Segundo a coordenadora nacional da CMP, Miriam Hermógenes, o seminário é o resultado de um trabalho de construção coletiva realizado em 21 estados nos últimos meses. “Este seminário não começa agora, ele vem sendo construído em todos os estados onde a CMP atua”, explicou.

A agenda do evento busca atualizar as pautas do coletivo, incorporando o feminicídio e a saúde mental como temas centrais, além das lutas tradicionais nos territórios.

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Reflexões sobre Avanços e Desafios

Durante a entrevista, Miriam destacou que, apesar dos avanços em leis de proteção às mulheres, a violência ainda persiste. Ela ressaltou a importância do aumento da visibilidade e das redes de apoio, permitindo que mais casos sejam denunciados e a violência seja combatida com maior consciência.

No entanto, a coordenadora também apontou que a autonomia feminina ainda não acompanhou as transformações sociais de forma uniforme.

A Necessidade de Mudanças Estruturais

Miriam enfatizou que o enfrentamento ao feminicídio exige mudanças estruturais nas relações de gênero e maior responsabilização dos homens. “É preciso reconhecer que a violência contra a mulher é praticada majoritariamente por homens”, afirmou.

A coordenadora acredita que o debate deve incluir homens, incentivando-os a compreender que não há espaço para relações baseadas na submissão feminina.

Autor(a):

Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.

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