Sebrae e Senar capacitam 24 artesãs de Itinga do Maranhão para criar peças com fibra de bananeira
Em Itinga do Maranhão, cerca de 40 artesãs procuraram apoio para organizar uma associação e ampliar a renda. Parte da resposta veio de um material comum na região produtora de banana: a fibra da própria bananeira.
Em junho de 2026, 24 mulheres participaram de um curso para aprender a aproveitá-la, mas a iniciativa ainda não tinha faturamento coletivo comprovado. Capacitação e negócio consolidado são coisas diferentes, e o caso mostra essa distância.
A demanda partiu das próprias artesãs
Em dezembro de 2025, aproximadamente 40 mulheres foram à unidade de atendimento em Açailândia. Elas queriam apoio para estruturar o grupo e ampliar as possibilidades de renda. Segundo a analista Alana de Fátima, a necessidade de capacitação em fibra foi apontada pelas próprias artesãs.
Organizar uma associação envolve decisões coletivas e objetivos comuns, enquanto desenvolver produtos exige habilidades práticas. A iniciativa juntou as duas necessidades. A primeira procura mostrou o tamanho do interesse, e a capacitação seguinte alcançou 24 participantes. Nem todas as 40 mulheres fizeram necessariamente o mesmo curso.
Por que a fibra da bananeira chamou atenção
A bananeira deixa partes vegetais que podem fornecer fibra para peças artesanais. Aproveitá-las amplia o uso de uma cultura vendida sobretudo pelos frutos, sem que toda sobra precise sair do campo.
Preparar a fibra exige selecionar, separar, limpar, secar e trabalhar o material de acordo com o objeto que se quer fazer. Uma fibra disponível, porém, não vira renda sozinha. Ela depende de tempo, acabamento, organização e compradores.
Como foi organizado o curso
Uma parceria entre Sebrae e Senar ofereceu cinco dias de capacitação em junho de 2026. As 24 participantes foram divididas em duas turmas, e as atividades abordaram o aproveitamento da fibra e técnicas para transformá-la em objetos com potencial comercial.
O período é curto para construir uma atividade duradoura, mas cria uma base prática para testar caminhos. A formação mostrou possibilidades do material. Não significou que todas abriram empresa ou começaram a vender de imediato.
Quem liderava o grupo e o que ainda falta definir
Maria dos Santos Lima era presidente da associação e acompanhava o desenvolvimento das participantes. A artesã Gisele Silva também integrava o grupo e via a formação como uma forma de diversificar a produção.
Até a publicação, não havia informações sobre uma linha de produtos finalizada em larga escala nem sobre contratos fechados. A secagem inadequada, por exemplo, pode comprometer uma peça antes mesmo da venda. O próximo passo é organizar a produção, calcular o custo de cada peça, encontrar compradores e definir como dividir as tarefas.
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