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Saúde Mental no Trabalho: O custo invisível que o Brasil não pode mais ignorar em 2026
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Saúde Mental no Trabalho: O custo invisível que o Brasil não pode mais ignorar em 2026

Saúde mental no trabalho brasileiro: o adoecimento psíquico cresce! Veja como ansiedade e depressão impactam o mercado e a produtividade em 2025
Por: Ricardo Tavares

07/04/2026 12:04

4 min

Saúde Mental no Trabalho: O custo invisível que o Brasil não pode mais ignorar em 2026
(Imagem de reprodução da internet).

A Saúde Mental no Trabalho Brasileiro: Um Desafio Crescente e Invisível

A saúde mental dos trabalhadores brasileiros emergiu como um dos maiores desafios, abrangendo esferas sociais, econômicas e organizacionais do país. Dados recentes apontam para uma tendência preocupante: o adoecimento psíquico aumenta de maneira constante.

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Isso afeta não só a vida dos trabalhadores, mas também a produtividade empresarial e os custos do sistema previdenciário.

O Brasil apresenta índices alarmantes em rankings globais de ansiedade e depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o país figura como o segundo mais deprimido das Américas, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, e detém o maior índice mundial de pessoas diagnosticadas com ansiedade.

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O Impacto Crescente no Mercado de Trabalho

Esse cenário de fragilidade mental se reflete de maneira contundente no ambiente de trabalho. Em 2024, foram registrados mais de 470 mil afastamentos devido a transtornos mentais. Para 2025, esse número subiu para mais de 546 mil licenças concedidas por motivos mentais e comportamentais.

Este aumento representa quase 16% em comparação ao ano anterior, marcando o segundo ano consecutivo de recorde, conforme dados do Ministério da Previdência Social. Os diagnósticos mais comuns apontam para transtornos de ansiedade, responsáveis por 166.489 afastamentos, seguidos por episódios depressivos, com 126.608 casos.

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A Complexidade dos Quadros de Saúde Mental

Além dos transtornos de ansiedade e depressivos, outros quadros de saúde mental também estão em ascensão, como o transtorno bipolar, estresse crônico, dependência química, esquizofrenia e alcoolismo. Essa diversidade de problemas eleva a complexidade do desafio que o país enfrenta.

É evidente que esta situação exige respostas que sejam estruturais e profundas, indo além de meros atendimentos pontuais.

O Custo Oculto do Presenteísmo no Ambiente Corporativo

Um fenômeno frequentemente subestimado é o presenteísmo. Diferentemente do afastamento formal, o trabalhador que está fisicamente presente, mas adoecido, gera um custo invisível, muitas vezes superior ao do afastamento. Isso se manifesta na queda de produtividade, no aumento de erros e no desgaste geral das equipes.

Panorama em um Grande Banco Público: O Caso da Caixa Econômica Federal

Dados recentes da Fenae (Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa) ajudam a dimensionar esse problema em um dos maiores bancos públicos. Um levantamento feito em 2025 ouviu 3.820 empregados ativos e aposentados da Caixa, abrangendo todas as regiões.

O estudo revelou que mais da metade dos trabalhadores (50%) relatou trabalhar mesmo estando adoecida, caracterizando o presenteísmo. Além disso, 41% afirmaram nunca ter se afastado, mesmo enfrentando quadros de adoecimento.

Subnotificação e Medo de Retaliação

Entre aqueles que se afastaram, 82% não emitiram o Comunicado de Acidente de Trabalho (CAT), e 37% citaram o medo de retaliação como motivo. Esses números sugerem uma subnotificação significativa, indicando que o real quadro de adoecimento pode ser ainda maior que o registrado oficialmente.

Enquanto o índice geral de afastamento por doenças mentais e comportamentais gira em torno de 8%, na Caixa esse percentual ultrapassa 50%. A pesquisa da Fenae mostrou que 58% dos afastamentos na Caixa estão ligados à saúde mental, superando os afastamentos por causas físicas (53%).

Fatores Organizacionais e a Necessidade de Apoio

Quase dois em cada três trabalhadores da Caixa já precisaram se afastar por motivos psíquicos, e mesmo assim, 35% dos empregados diagnosticados e medicados nunca se afastaram, o que aponta para um trabalho contínuo em condições de doença.

Os fatores organizacionais também são apontados como críticos. Para 41% dos empregados da Caixa, o risco de perder a função é uma ameaça constante. Outros 28% sentem que não há sentido no trabalho que executam, e 55% relatam sofrer pressão para vender produtos que não consideram adequados aos clientes.

Um em cada três empregados (32%) utiliza medicamentos por questões relacionadas ao trabalho. Ademais, quase 30% dos afastamentos ultrapassam seis meses, sobrecarregando os colegas e mantendo um ciclo vicioso de adoecimento. A própria percepção dos empregados reforça isso: 61% acreditam que a Caixa não oferece suporte adequado à saúde mental.

O caso da Caixa não é um evento isolado, mas sim um reflexo de um cenário mais amplo, onde a intensificação do trabalho e modelos de gestão baseados em metas agressivas criam um ambiente propício ao sofrimento psíquico em diversos setores da economia.

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Foto do Ricardo Tavares

Autor(a):

Ricardo Tavares

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.