Vacinação contra sarampo: 75% dos casos registrados eram de pessoas não vacinadas

A imunização também é importante na vida adulta, sobretudo após os 50 anos, quando a queda das defesas pode aumentar o risco de doenças graves.

3 min

Farmacêutica foi autuada por comercialização e aplicação de imunizante vencido.

O Brasil registrou ao menos 61 casos de sarampo até outubro, e 75% das 41 pessoas com a doença não estavam vacinadas, segundo o Ministério da Saúde. O cenário reforça a importância de manter a caderneta em dia também na vida adulta, tema lembrado no Dia Nacional de Vacinação, celebrado neste domingo (17).

As vacinas ajudam a preparar o sistema imunológico para combater agentes infecciosos. A imunização também ganha importância a partir dos 50 anos, quando o envelhecimento pode reduzir as defesas do organismo.

Imunidade tende a cair a partir dos 50 anos

O epidemiologista do Fleury Dr. José Geraldo Leite Ribeiro explica que os imunizantes apresentam ao organismo versões enfraquecidas dos agentes causadores de doenças e estimulam uma resposta imunológica. Assim, o corpo pode estar preparado quando entra em contato com o microrganismo.

Esse cuidado não se restringe à infância. “As vacinas podem ser importantes em qualquer idade, dependendo, naturalmente, das doenças”, afirma o especialista.

A partir dos 50 anos, a imunossenescência — deterioração do sistema imunológico — pode deixar o organismo mais vulnerável a doenças e reduzir sua capacidade de combatê-las. “Com a imunossenescência, várias doenças se tornam mais graves a partir dos 50 anos, o que torna a vacinação extremamente importante nessa faixa etária”, diz Ribeiro.

Vacinas variam conforme a faixa etária

Segundo o epidemiologista, todos os imunizantes do calendário do PNI (Programa Nacional de Imunizações), do Ministério da Saúde, são importantes. Na infância, ele destaca as vacinas contra meningite e a pneumocócica, em especial a 20-valente, para combater pneumonias graves.

Na adolescência, a prioridade é a vacina contra o HPV, vírus associado a diferentes tipos de câncer. Já a imunização contra a gripe deve ser mantida em todas as fases da vida, com atenção especial às crianças e aos idosos.

Leia também

“Tanto as crianças quanto os idosos não devem jamais deixar de se vacinar contra a gripe e influenza, que costuma causar formas graves da doença nos extremos da vida”, reforça Ribeiro.

Vacina contra dengue está disponível no SUS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que alterações provocadas pelo El Niño podem aumentar doenças transmitidas por vetores e pela água, como a dengue. Em episódios anteriores do fenômeno, países das Américas enfrentaram o ressurgimento da cólera na década de 1990, a epidemia de Zika e chikungunya em 2015-2016 e níveis recordes de transmissão de dengue em 2023 e 2024.

A vacina contra dengue foi incorporada ao Sistema Único de Saúde (SUS) em 21 de dezembro de 2023. Para Ribeiro, a inclusão é uma ferramenta importante para que a doença seja considerada imunoprevenível. Ele orienta que pessoas com menos de 60 anos tentem se vacinar contra a dengue.

O sistema público também oferece a vacina contra febre amarela. Quem está com doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme orientação do Ministério da Saúde.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.