São Paulo tem setembro mais chuvoso da história com 253,8 mm

O recorde anterior, de 243,1 mm em 1983, foi superado com folga, e chuvas acima da média também atingiram Campinas e o litoral sul.

O volume é três vezes superior à média climatológica para todo o mês de setembro, de 83,3 milímetros

A cidade de São Paulo registrou o setembro mais chuvoso da história desde o início da medição oficial, em 1943. Os dados, divulgados pelo Governo Federal, apontam que a zona norte da capital acumulou 253,8 milímetros de chuva até as 9h desta segunda – feira (14.

O volume impressiona: é três vezes superior à média climatológica prevista para todo o mês, que é de 83,3 mm, de acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia.

O novo recorde supera a marca anterior, de setembro de 1983, quando o Mirante de Santana registrou 243,1 mm. Na lista dos setembros mais chuvosos, aparecem ainda 1993 (206,7 mm), 2015 (201,7 mm) e 1957 (197,2 mm). O ano de 2026, portanto, já entrou para a história meteorológica da capital paulista.

Chuvas acima da média também no interior e litoral

São Paulo não foi a única cidade do estado a sofrer com o excesso de água. Na região de Campinas, entre os dias 1º e 13 de setembro, o acumulado chegou a 257,2 mm. O número equivale a 3,1 vezes a média mensal de setembro na região, que é de 83,7 mm.

O volume é ainda maior que o registrado na capital no mesmo período.

Já em Registro, no litoral sul, foram contabilizados 185,3 mm até o último domingo (13). O índice representa praticamente o dobro da média climatológica do mês, de 93,6 mm. Com isso, setembro de 2026 se tornou o terceiro mais chuvoso da série histórica da cidade, que começou em 1961.

Os temporais constantes têm gerado transtornos em diversas áreas, como alagamentos e deslizamentos de terra.

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Série histórica da capital paulista

A estação meteorológica do Mirante de Santana, responsável pelo monitoramento da capital, mantém um banco de dados desde 1943. A série histórica é referência para análises climáticas e permite comparar o comportamento das chuvas ao longo das décadas.

O recorde anterior, de 1983, já era considerado um marco para o mês de setembro.

Com os 253, 8 mm registrados em 2026, a capital não apenas superou 1983 como também abriu uma diferença significativa em relação aos outros anos. Em 1993, por exemplo, o acumulado foi de 206,7 mm — uma diferença de quase 50 mm. A sequência histórica mostra que, apesar de alguns picos, setembro de 2026 se destaca de forma isolada.

Os meteorologistas do Inmet seguem monitorando as condições climáticas. A previsão para os próximos dias ainda indica possibilidade de chuvas, o que pode elevar ainda mais o acumulado do mês. A população deve ficar atenta aos alertas da Defesa Civil, principalmente em áreas de risco.