Salário mínimo sobe para R 1.700 em 2026 e INSS tem novo piso a partir de fevereiro

Título: Reajuste do salário mínimo em 2026: veja o novo valor e as mudanças na tabela do INSS Linha fina (descrição): Governo confirma aumento acima da inflação, mas pente – fino do INSS pode atingir segurados; entenda o que muda no seu bolso., –
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O governo federal confirmou na manhã desta quinta – feira (15) o novo valor do salário mínimo para 2026, que subirá de R 1.518 para R 1.700. O reajuste, que entra em vigor já em janeiro, representa um ganho real de 2,8% sobre a inflação projetada para o ano, medida pelo INPC.
A medida foi anunciada em cerimônia no Palácio do Planalto e, na prática, mexe diretamente no bolso de quem recebe benefícios previdenciários. Isso porque o piso da Previdência Social acompanha o mesmo percentual, o que significa que aposentadorias, pensões e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) também passam a ter o novo piso a partir de fevereiro.
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O que muda para quem recebe benefício do INSS
Para quem já é segurado do INSS, o impacto do reajuste aparece de duas formas. Quem ganha um salário mínimo, que é a maioria dos beneficiários, terá o benefício corrigido automaticamente para R 1.700. Já quem recebe valores acima do piso terá o reajuste limitado ao teto de 2,8%, percentual que também vale para as contribuições.
O governo estima que a medida injete cerca de R 40 bilhões na economia ao longo do ano. O cálculo considera o pagamento de 13º salário e os repasses extras que serão feitos a partir de fevereiro, quando o novo valor cai na conta dos segurados.
Ainda assim, o Ministério da Previdência alerta que o pente – fino nos benefícios continua em 2026. A revisão, que já atingiu mais de 1,2 milhão de segurados no ano passado, mira principalmente o BPC e as aposentadorias por incapacidade. Quem tiver o benefício suspenso precisará comprovar os requisitos para voltar a receber.
Como ficou a tabela do INSS em 2026
A tabela de contribuição do INSS também foi atualizada e passa a ter quatro faixas de desconto. Quem recebe até R 1.700 fica isento. A partir daí, as alíquotas variam entre 7,5% e 14%, com teto de desconto de R 1.113,20 para quem ganha o teto previdenciário de R 7.950.
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Na prática, quem recebe R 3.000, por exemplo, terá um desconto maior do que no ano passado. O trabalhador com carteira assinada precisa ficar atento ao contracheque de janeiro, que já deve vir com o novo cálculo, e ao mesmo tempo conferir se o valor depositado pelo empregador está de acordo com a nova faixa.
Para quem é autônomo e contribui por conta própria, a orientação é ajustar a guia de pagamento o quanto antes. Isso evita atrasos e garante que o tempo de contribuição seja contabilizado corretamente para a futura aposentadoria.
Calendário de pagamento e próximos passos
O INSS já divulgou o calendário oficial de pagamentos de janeiro. Os depósitos começam no dia 26 de janeiro para quem recebe até um salário mínimo e seguem até o dia 6 de fevereiro, de acordo com o dígito final do NIS. Para quem ganha acima do piso, o pagamento começa em 1º de fevereiro.
A orientação do governo é que os segurados consultem os extratos pelos canais oficiais, como o aplicativo Meu INSS, antes de se deslocar a uma agência. O atendimento presencial, inclusive, foi reforçado para dar conta da alta demanda típica do início do ano, mas a recomendação é resolver o máximo de pendências de forma remota.
O reajuste de 2026 já está em vigor, mas quem ainda não conferiu os dados deve ficar atento às datas. O valor de R 1.700 vale para todos os benefícios pagos a partir de fevereiro, e o governo promete divulgar até o fim do mês um balanço do impacto fiscal da medida.
Até lá, a orientação é evitar cair em golpes e usar apenas os canais oficiais para qualquer consulta.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



