Sabastian Sawe faz história na London Marathon e quebra a barreira das duas horas!

Sabastian Sawe Faz História na London Marathon
No domingo (26), o queniano Sabastian Sawe fez história ao conquistar a London Marathon com um tempo de 1h59min30s, tornando-se o primeiro homem a completar uma maratona oficial em menos de duas horas. Além do feito esportivo, sua estratégia para evitar suspeitas de doping também chamou a atenção.
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A patrocinadora do atleta decidiu agir proativamente diante das possíveis dúvidas que costumam surgir em relação a desempenhos excepcionais, especialmente no caso de corredores do Quênia, que enfrenta um alto número de casos de doping nos últimos anos.
Para isso, a empresa investiu cerca de US$ 50 mil na Unidade de Integridade do Atletismo (AIU), responsável pelo controle antidoping, solicitando que Sawe fosse submetido a um rigoroso programa de testagem.
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Programa de Testagem Rigoroso
Nos dois meses que antecederam a Maratona de Berlim de 2025, Sawe passou por 25 testes, incluindo coletas de sangue e urina, com frequência de duas a três vezes por semana, e até mesmo testes duplos em um único dia. A ideia era clara: se um recorde fosse alcançado, ele deveria ser respaldado por um histórico sólido de testes.
Embora tenha vencido a prova em Berlim, com um tempo de 2h02min16s, isso não foi suficiente para quebrar a barreira das duas horas. Assim, a estratégia de testagem continuou em 2026, visando proteger qualquer marca histórica que pudesse ser alcançada.
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Essa marca chegou em Londres, quando Sawe cruzou a linha de chegada, superando um dos maiores desafios do atletismo.
Transparência e Desafios no Atletismo Queniano
Mais do que garantir a vitória, a Adidas buscou assegurar que não houvesse dúvidas sobre a legitimidade do feito. “Como quenianos, temos enfrentado desafios devido a casos de doping. Então, antes da Maratona de Berlim, fui testado 25 vezes, sangue e urina, cerca de duas ou três vezes por semana.
E, em um dia, fui testado duas vezes, logo de manhã e no final da noite”, declarou Sawe em entrevista ao The Guardian.
Essa postura reflete a realidade do atletismo no Quênia, onde dos 487 atletas punidos por doping pela AIU, muitos são quenianos, que lideram o ranking de suspensões. Um caso recente é o de Ruth Chepngetich, que quebrou o recorde feminino em maratonas no ano passado, mas foi suspensa por três anos após testar positivo para doping, mesmo tendo passado por 14 exames ao longo da temporada sem que alterações fossem detectadas.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



