Rússia recua de trégua ampla e oferece só um dia sem bombardeios

Putin condiciona trégua ao pleito ucraniano, mas descarta cessar-fogo mais amplo de 60 dias.

O presidente russo, Vladimir Putin, durante a 26ª Cúpula de Cooperação de Xangai, em Bishkek, no Quirguistão, nesta terça-feira (1°).

O Kremlin sinalizou, nesta segunda-feira (12), que o presidente russo, Vladimir Putin, estaria disposto a ordenar que as tropas não ataquem a Ucrânia no dia da eleição presidencial no país vizinho. A informação foi passada pelo porta-voz do governo russo, Dmitry Peskov.

A declaração ocorre horas depois de a Rússia rejeitar uma proposta de cessar-fogo de 60 dias apresentada pelo presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. Moscou afirmou que só aceitaria um acordo de paz abrangente, e não uma trégua temporária.

Rússia descarta cessar-fogo de 60 dias

No domingo (11), Zelensky condicionou a realização das eleições na Ucrânia a um acordo com Putin para interromper os combates por 60 dias. O porta-voz do Kremlin, no entanto, descartou a proposta nesta segunda, reforçando que a Rússia busca um tratado de paz definitivo.

A posição russa foi criticada por Kiev, que vê na pausa uma forma de garantir a segurança do pleito. As eleições presidenciais ucranianas estão previstas para ocorrer em meio ao conflito, o que levanta dúvidas sobre a logística e a segurança do processo.

Trump critica Zelensky por ataques a refinarias

No sábado (11), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou a Ucrânia por atacar refinarias de petróleo russas. A declaração veio um dia depois de os EUA suspenderem temporariamente sanções sobre combustíveis russos, medida que tinha como objetivo cortar receitas de Moscou para financiar a guerra.

“Acho que chegou a hora de a Ucrânia”, disse Trump a jornalistas na Casa Branca, sem completar a frase. Em resposta, Zelensky afirmou que “cabe aos ucranianos” escolher seu líder e observou que Putin também gostaria de mudar quem está à frente da Ucrânia.

A troca de farpas entre os líderes americano e ucraniano ocorre em um momento de tensão diplomática, enquanto os EUA tentam equilibrar o apoio a Kiev com a busca por uma saída negociada para o conflito.

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