Rubio nega envolvimento direto dos EUA na ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e cita visto
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou no sábado (31) que Washington tenha participado diretamente da saída de Flavio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota eleitoral.
Flávio perdeu no segundo turno para o presidente Lula (PT), no domingo (24), e chegou aos Estados Unidos com a família na quarta-feira (28). A chegada ocorreu depois que a Justiça determinou a entrega de seus passaportes em diversas investigações.
Rubio cita visto anterior e decisão de Trump
Em coletiva de imprensa em Atlanta, Geórgia, Rubio afirmou que o senador já possuía um visto e que o presidente decidiu permitir sua entrada no país. Ele acrescentou que o governo americano não esteve envolvido diretamente nos arranjos feitos pelo ex-candidato.
Avião teria sido fretado por assessor de Trump
O político, de 45 anos, deixou o Brasil passando pela Argentina e pelo Equador. Segundo os jornais The New York Times e The Wall Street Journal, a aeronave foi fretada por Jason Miller, assessor do presidente Donald Trump.
Já o diretor da companhia aérea, em declaração à AFP, disse que o voo foi quitado por um intermediário, com recursos vindos de uma conta bancária americana.
Casa Branca silencia e Argentina é chamada a explicar
A Casa Branca não se manifestou sobre o voo. Trump, por sua vez, qualificou as eleições brasileiras como “vergonhosas”.
Uma fonte diplomática brasileira, que pediu anonimato à AFP, afirmou que o representante diplomático argentino foi convocado para dar explicações. Depois, o chanceler argentino negou que o governo brasileiro tenha pedido esclarecimentos a Buenos Aires sobre o suposto papel do país na saída de Flávio.
Flávio se diz líder do Brasil e fala em perseguição
Desde que chegou aos Estados Unidos, o ex-candidato derrotado afirma ser o verdadeiro líder do Brasil. Ele também sustenta que deixou o país por ser vítima de uma “perseguição”.
O pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar por planejar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.