Rubio nega envolvimento direto dos EUA na ida de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos e cita visto

Flávio chegou com a família na quarta-feira (28), após a Justiça mandar entregar seus passaportes, e o voo, segundo jornais americanos.

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EFE/EPA/AARON SCHWARTZ/POOL E FREDERICO BRASIL/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, negou no sábado (31) que Washington tenha participado diretamente da saída de Flavio Bolsonaro (PL) do Brasil após a derrota eleitoral.

Flávio perdeu no segundo turno para o presidente Lula (PT), no domingo (24), e chegou aos Estados Unidos com a família na quarta-feira (28). A chegada ocorreu depois que a Justiça determinou a entrega de seus passaportes em diversas investigações.

Rubio cita visto anterior e decisão de Trump

Em coletiva de imprensa em Atlanta, Geórgia, Rubio afirmou que o senador já possuía um visto e que o presidente decidiu permitir sua entrada no país. Ele acrescentou que o governo americano não esteve envolvido diretamente nos arranjos feitos pelo ex-candidato.

Avião teria sido fretado por assessor de Trump

O político, de 45 anos, deixou o Brasil passando pela Argentina e pelo Equador. Segundo os jornais The New York Times e The Wall Street Journal, a aeronave foi fretada por Jason Miller, assessor do presidente Donald Trump.

Já o diretor da companhia aérea, em declaração à AFP, disse que o voo foi quitado por um intermediário, com recursos vindos de uma conta bancária americana.

Casa Branca silencia e Argentina é chamada a explicar

A Casa Branca não se manifestou sobre o voo. Trump, por sua vez, qualificou as eleições brasileiras como “vergonhosas”.

Uma fonte diplomática brasileira, que pediu anonimato à AFP, afirmou que o representante diplomático argentino foi convocado para dar explicações. Depois, o chanceler argentino negou que o governo brasileiro tenha pedido esclarecimentos a Buenos Aires sobre o suposto papel do país na saída de Flávio.

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Desde que chegou aos Estados Unidos, o ex-candidato derrotado afirma ser o verdadeiro líder do Brasil. Ele também sustenta que deixou o país por ser vítima de uma “perseguição”.

O pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, cumpre pena de 27 anos em prisão domiciliar por planejar um golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

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