RS: O caminho progressista e a união para enfrentar a direita no Rio Grande do Sul?

Em tempos decisivos no Rio Grande do Sul, qual caminho seguir? Entenda o posicionamento político e a união do campo progressista gaúcho. Clique e saiba mais!

14/04/2026 13:58

4 min

RS: O caminho progressista e a união para enfrentar a direita no Rio Grande do Sul?
(Imagem de reprodução da internet).

Posicionamento Político em Tempos Decisivos no Rio Grande do Sul

Em momentos cruciais da política, surgem duas abordagens: a omissão confortável ou o posicionamento responsável, mesmo que este seja difícil. Ao longo da minha jornada, sempre escolhi o segundo caminho. É a partir desse compromisso que volto a falar sobre o cenário eleitoral no Rio Grande do Sul.

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Sempre defendi que a pré-candidatura de representava a melhor estratégia para o campo progressista gaúcho. Isso se deve não só à sua coerência política e à capacidade de diálogo com os movimentos sociais, mas também por apresentar um projeto claro de reconstrução do estado, após mais de uma década de governos neoliberais que enfraqueceram o patrimônio público e aumentaram as desigualdades.

A Unificação do Campo Progressista

Mantenho a convicção de que a composição com Edegar governador e como vice seria a melhor forma de unir o campo progressista e enfrentar com mais vigor a direita e a extrema direita no estado. As críticas que fiz antes sobre o papel do PDT e sua participação no governo Eduardo Leite permanecem as mesmas, e já foram detalhadas em momento anterior.

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O Contexto Político Nacional e Internacional

A política exige mais que apenas convicção; ela demanda responsabilidade histórica. Vivemos um período muito sério no cenário global, marcado pelo avanço de forças de extrema direita com forte teor autoritário. Lideranças como expressam um plano de reorganização mundial baseado na força, imposição econômica e negação de princípios democráticos.

Essa lógica já gerou impactos no Brasil, durante o governo Bolsonaro, e se manifesta em outros países, como a Argentina. Não é coincidência que, após 25 anos do primeiro Fórum Social Mundial em Porto Alegre, nossa cidade sediou recentemente a primeira Conferência Internacional Antifascista, mostrando a importância desse confronto hoje.

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Nesse cenário, o papel do Brasil e a liderança do presidente Lula são estratégicos. A eleição que se aproxima não é só uma disputa local; ela definirá se o país seguirá um caminho de soberania ou se voltará a se submeter a um projeto internacional alinhado aos interesses das grandes potências.

É com essa visão que devemos analisar o cenário gaúcho. A direção nacional do PT pode — e deve — ser avaliada no tempo certo. Contudo, no momento presente, ela impõe uma nova realidade política que exige maturidade, responsabilidade e capacidade de reorganização.

Construindo uma Alternativa Coletiva

O companheiro Edegar Pretto demonstra grande visão política ao entender este momento e se posicionar na construção de uma alternativa unificada. Sua atitude reforça que o que está em jogo é um projeto coletivo para o país, e não apenas projetos individuais.

O desafio agora é transformar essa transição em um processo politicamente sólido, capaz de mobilizar a base social e política do campo progressista. Isso requer a construção de vários pilares fundamentais para a unidade:

  • A saída definitiva e total do PDT do governo.
  • Desenvolver um programa de governo que dialogue com os acúmulos já criados.
  • Combater as privatizações e defender o patrimônio público, especialmente o Banrisul.
  • Reverter políticas que enfraqueceram o estado, como as privatizações de água e energia, que viraram mercadoria.
  • Comprometer-se com um novo modelo de desenvolvimento sustentável, enfrentando a crise climática.
  • Assegurar e aumentar os investimentos em saúde e educação.

Objetivos Claros para o Estado

Em resumo, é preciso construir um programa que marque uma mudança clara em relação ao modelo adotado no estado nos últimos anos. É com base nesses pontos que será possível restaurar a confiança das bases sociais e políticas, transformando o desânimo em mobilização ativa.

A tarefa é clara: impedir o retorno do no Brasil, garantir a reeleição do presidente Lula e afirmar um projeto de desenvolvimento com justiça social. No Rio Grande do Sul, isso significa criar uma alternativa forte para enfrentar tanto o legado neoliberal quanto o avanço da extrema direita.

Isso passa por uma ampla união política e social: pela reeleição de Lula e Alckmin no nível nacional; pela consolidação de uma chapa forte no estado, com Juliana e Edegar Pretto; e pela eleição de uma representação comprometida no Senado, com Manuela e Pimenta. É vital garantir a presença do PSOL e manter a candidatura de Manuela nessa frente, como símbolo da diversidade e força do campo progressista.

Entre a convicção e a responsabilidade, eu mantenho ambas. Pois é na capacidade de unir firmeza de posição com responsabilidade histórica que se constrói a política adequada aos desafios do nosso tempo.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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