O ex-jogador Robinho, atualmente cumprindo uma pena de nove anos por estupro coletivo na Itália, obteve uma redução de 160 dias em sua sentença. Essa decisão, confirmada em 14 de janeiro de 2026, possibilita que ele deixe o Centro de Ressocialização de Limeira (SP) antes do prazo previsto.
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A determinação judicial paulista foi divulgada nesta quarta-feira.
O juiz responsável pelo caso registrou a remissão dos dias de pena. A defesa de Robinho enfatizou que a redução foi alcançada dentro das normas da Lei de Execução Penal, sem se tratar de um benefício excepcional. Segundo o advogado Mário Rossi Vale, a redução se baseou no trabalho e nos estudos realizados pelo ex-jogador durante a detenção, conforme previsto na legislação.
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Robinho começou a cumprir a pena no Brasil em 2024, após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) validar a sentença italiana no país. O caso teve início em 2013, quando uma jovem albanesa relatou ter sido vítima de estupro em grupo, na boate Sio Café, em Milão, onde ele jogava pelo Milan, acompanhado de amigos.
A Corte de Cassação de Roma já havia rejeitado todos os recursos apresentados por Robinho em 2022, tornando a sentença definitiva.
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Com a redução de 160 dias, a previsão de saída de Robinho da prisão foi antecipada para o final de 2032. A decisão gerou discussões na mídia e nas redes sociais, reacendendo o debate sobre a punição de celebridades envolvidas em crimes graves e a eficácia da remição de pena por meio do trabalho e estudo no sistema prisional brasileiro.
Especialistas consideram que, embora legal, a redução pode ser vista como um gesto simbólico, considerando a gravidade do crime e a repercussão internacional do caso.
