Filha do ditador Alberto Fujimori, Keiko lidera a corrida segund...
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Roberto Sánchez sofre derrota matemática nas eleições presidenciais do Peru em dezembro de 2026, consolidando a vitória da ultradireita Keiko Fujimori após uma campanha eleitoral marcada por intensa disputa e questionamentos sobre o processo. A declaração oficial veio pouco depois das primeiras apurações que indicavam sua desclassificação como favorita para assumir os comandos do país.
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Cenário Latino-Americano em Transformação
A conjuntural eleitoral peruana, e a vitória de Fujimori na Colômbia – com Iván Cepeda reconhecendo o resultado –, refletem uma tendência mais ampla observada pela analista internacional Ana Carolina Marson. Segundo ela,”observamos um avanço da direita no continente americano”, durante entrevista à Rádio Brasil De Fato em novembro/dezembro, 2026.
Marston enfatiza que a instabilidade política do Peru e o histórico de disputas políticas internas – com nove presidentes substituídos nos últimos dez anos devido ao conflito legislativo – criaram um ambiente propício para esse resultado. A disputa entre Sánchez, representando pautas sociais progressistas (socialismo), e Fujimori, alinhada a uma visão liberal voltado à economia do mercado e herança da ditadura de seu pai – Alberto Fernando FranciscoFujimorí– demonstrava o profundo abcesso político que permeava as eleições peruanas. A análise também ressalta um processo eleitoral com acompanhamento rigoroso voto por votos, devido às constantes trocas na liderançade pesquisa.
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A analista destaca a divisão da sociedade peruana – marcada pela alternância de presidentes e o legado autoritário do pai –, como fator determinante. “São dois candidatos extremamente opostos dentro espectro político”, explica Marson, referenciando as diferenças entre os discursos dos concorrentes.
Marston também comparou a situação com desafios enfrentados no Brasil durante eleições presidenciais recentes – particularmente o confronto ideológico travado em torno da ex-presidente Dilma Rousseff e do então Senador Flávio Bolsonaro, ambos representantes de polos opostos. “É um movimento que tem visto mundo todo”, afirma Marson.
Apesar das divergências políticas internas no Peru – com Sánchez concentrando apoio em regiões mais afastadas dos grandes centros urbanos e Fujimori obtendo maior força nos mercados econômicos –, a analista não acredita na possibilidade de anulação do resultado eleitoral. “O questionamento urnas tornou-se comum, inclusive vimos isso Brasil”, diz Marson.
Além disso, ela aponta para o impacto da polarização política global e das divisões ideológicas no cenário brasileiro – onde a reeleição é disputada pelo presidente Luiz Inácio Lula (PT) contra Flávio Bolsonaro (PL). A analista enfatiza que “é bastante diferente doque ocorreu eleições passadas de Lula, quando falamos em onda rosa ouonda vermelha”, durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff.
Um elemento adicional a ser considerado é as repercussões recentes envolvendo escândalos financeiros no Brasil. A investigação sobre os crimes do Banco Master e das denúncias de Daniel Vorcaro, tem gerado impactos políticos significativos em diversas figuras públicas da esquerda – incluindo o senador Jaques Wagner –, demonstrando como questões financeiras podem influenciar a dinâmica eleitoral.
Marson pondera que as eleições brasileirase peruane serão marcadas por essa complexidade, diferente de outros países latino-americanos. “É uma situação bastante específica”, afirma Marston em dezembro/2026
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.
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