Roberto Azevêdo analisa tarifas dos EUA e aponta dificuldades para reversão imediata

Avaliação de Roberto Azevêdo sobre tarifas dos EUA
Roberto Azevêdo, ex-diretor da OMC (Organização Mundial do Comércio), analisou que as possibilidades de reversão do tarifaço imposto pelos Estados Unidos são bastante limitadas no cenário atual. Em entrevista, Azevêdo declarou que “é muito difícil ver espaço para alteração no curso nesse momento”.
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O especialista ressaltou que a situação atual não é uma novidade. De acordo com Azevêdo, a chamada Seção 301 funcionava como um plano B, caso as tarifas anteriormente impostas fossem revertidas pela Corte Suprema americana. “O que está acontecendo não é exatamente surpresa”, afirmou.
Contexto das tarifas
Ele explicou que a Corte Suprema efetivamente reverteu as tarifas aplicadas sob o contexto de emergência nacional, refutando essa alegação, o que resultou na conclusão da investigação com prazo para terminar em meados de julho. Azevêdo destacou que tanto o prazo de encerramento quanto a extensão da medida já eram esperados.
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“A amplitude dessa medida também não é surpresa, porque ela abrange exatamente o mesmo universo tarifário que havia sido coberto pela tarifa anterior”, esclareceu. Segundo ele, a única mudança foi a introdução de camadas adicionais de taxação.
Implicações das novas tarifas
Além da tarifa de 25%, Azevêdo alertou sobre a existência de uma segunda Seção 301, que se relaciona ao trabalho forçado e será aplicada contra 60 países, com uma tarifa mínima de 10% ou 15%. O especialista enfatizou que essa medida não é direcionada especificamente ao Brasil. “Centenas de países, na verdade, são afetados por essas tarifas”, afirmou.
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Quando questionado sobre a possibilidade de reversão, Azevêdo foi claro ao afirmar que as chances são remotas, independentemente do andamento das negociações. Ele mencionou que houve contato entre o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer, e o ministro Márcio Elias Rosa, mas ponderou que as tratativas ainda não avançaram de forma significativa.
“Acho improvável, pode haver uma alteração aqui ou ali, algo pequeno, mas eu não vejo muito espaço para uma reversão dramática”, concluiu.
Autor(a):
Gabriel Furtado
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.



