Roberta Luchsinger: comissão aprova convite e lobista pode ser ouvida sobre ameaças às filhas
A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (27) um requerimento que convida a empresária e lobista Roberta Luchsinger a prestar esclarecimentos aos parlamentares. A iniciativa é do deputado Sanderson (PL-RS).
Trata-se de um convite, e não de uma convocação. Por isso, a presença não é obrigatória, e a própria lobista decide se comparece. Caso aceite, a data da audiência ainda será definida pelo colegiado.
O que Sanderson quer que a lobista esclareça
Sanderson apresentou o documento em 23 de outubro de 2026. A ideia é que Luchsinger explique as ameaças de morte que afirma receber, inclusive contra as filhas, e as tentativas de silenciamento que diz sofrer.
As declarações foram dadas em entrevista à CNN Brasil, exibida em 17 de outubro. Pelo texto, a lobista também poderá indicar, sem violar sigilo legal ou judicial, elementos que sejam enviados às autoridades responsáveis pela investigação.
O pedido ainda cobra que ela fale sobre o cenário das apurações que envolvem Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e o empresário Antônio Camilo Antunes, apelidado de “Careca do INSS”.
Polícia Federal mira a lobista em três frentes
A Polícia Federal investiga Luchsinger em três inquéritos que tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), dividindo o alvo com Lulinha. As suspeitas são de corrupção e tráfico de influência em órgãos federais. Para a PF, a lobista faria a ponte entre o “Careca do INSS” e Lulinha.
Segundo o relatório, Antunes fez cinco pagamentos de R$ 300 mil à lobista. A defesa rebate a acusação: diz que os valores foram honorários por consultoria e nega qualquer irregularidade.
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Lula nega contato e CPMI já barrou convocações
Lula afirma que não tem proximidade com a lobista e que nunca a conheceu pessoalmente. Lulinha e Antunes não são acusados no requerimento aprovado pela comissão.
Na entrevista à CNN Brasil, Luchsinger afirmou que pretende fechar um acordo de delação premiada com a PF. Em dezembro de 2025, a CPMI do INSS barrou, por 16 votos a 12, pedidos de convocação dela.
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