Rioprevidência: PF investiga desvios de R$ 3 bilhões na operação Compliance Zero
Operação Compliance Zero: Polícia Federal investiga desvios em previdência
A Polícia Federal realizou na terça-feira, 26 de maio de 2026, a 8ª fase da operação Compliance Zero, com foco em possíveis crimes financeiros envolvendo o Rioprevidência, a previdência dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro, e uma instituição financeira privada.
A ação busca esclarecer irregularidades e apurar responsabilidades. A investigação surge como um desdobramento da operação Barco de Papel.
Investigações e valores envolvidos
A apuração inicial da operação Barco de Papel revelou aportes suspeitos do Rioprevidência em Letras Financeiras, realizados através de um banco privado. Os investimentos somaram aproximadamente R$ 970 milhões, entre outubro de 2023 e julho de 2024.
Na fase atual, a PF investiga aplicações de R$ 2,01 bilhões, iniciadas em julho de 2024, destinadas a fundos de investimento do mesmo banco.
Alvos da investigação
Com isso, o valor total transferido pelo Rioprevidência chega a cerca de R$ 3 bilhões. A investigação concentra-se em diversos ex-diretores e gestores do Rioprevidência, incluindo Cláudio Bomfim de Castro e Silva, ex-governador do Estado do Rio de Janeiro; Ricardo Siqueira Rodrigues, apontado pela PF como articulador do esquema; Deivis Marcon Antunes, ex-diretor-presidente do Rioprevidência; Eucherio Lerner Rodrigues e Pedro Pinheiro Guerra Leal, ex-diretores de Investimentos e Operações e Investimentos, respectivamente; e Fernanda Pereira da Silva Machado, ex-gerente de Controle Interno e Auditoria do Rioprevidência.
Empresas envolvidas
Além dos indivíduos, duas empresas também estão sob investigação: a Mídias Promotoras Ltda e a Planner Corretora de Valores SA.
Editoria:
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