Rio de Janeiro: Nova Ferramenta Simplifica Denúncias de Violência Doméstica

Nova ferramenta do TJ-RJ facilita denúncias de violência doméstica! 🚨 Vítimas podem registrar boletins sem sair de casa. Saiba mais!

Denúncia de Violência Doméstica Agora Semelhante a um Chat

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anunciou uma nova ferramenta para facilitar a vida de vítimas de violência doméstica. A iniciativa, lançada nesta segunda-feira (11), permite que mulheres registrem boletins de ocorrência sem precisar comparecer a uma delegacia física.

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A Deam Digital, disponível na mesma página da Polícia Civil, oferece um processo simplificado e acessível.

O sistema funciona de forma que, após o registro inicial, uma equipe especializada da Polícia Civil valida o boletim de ocorrência. Em seguida, o documento é encaminhado para a delegacia regional mais próxima da residência da vítima ou do local onde a agressão ocorreu.

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Essas delegacias são responsáveis por dar continuidade à investigação e encaminhar o caso ao judiciário.

Facilidade e Acesso à Justiça

A juíza Elen de Freitas Barbosa, coordenadora da Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, explica que a ideia central é remover barreiras para que as mulheres possam buscar ajuda. “Muitas vítimas sentem medo, vergonha ou receio de serem revitimizadas ao comparecerem em uma delegacia.

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Além disso, a localização geográfica pode ser um obstáculo”, explica a magistrada.

Números e Resultados Preliminares

Dados do Tribunal de Justiça revelam que, de janeiro a maio de 2026, foram registrados 35.655 pedidos de boletins de ocorrência no estado do Rio de Janeiro. Destes, 23.356 foram atendidos, 4.124 receberam atendimento parcial e 8.175 foram negados. O formulário para solicitar o registro também está disponível online, facilitando o acesso à ferramenta.

Processos em Andamento

Além do registro de boletins de ocorrência, mais de 40 mil processos relacionados à violência doméstica foram distribuídos para julgamento, demonstrando o compromisso do Tribunal de Justiça com a resolução desses casos.